Rio Branco, Acre, 15 de junho de 2021

Edvaldo Magalhães conclama partidos e forças democráticas a dialogar sobre 2022

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Assessoria.
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Em discurso durante a sessão online da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (8), o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), líder da oposição na Casa, disse que “é hora da esquerda sair da arquibancada e da dispersão” e mergulhar na discussão política visando 2022.

De acordo com o parlamentar é tempo de construir um campo propício para essa discussão que aglutine todas as forças democráticas e populares para a elaboração de um programa de governo e com a escalação de um time para essa etapa importante da discussão política.

“É momento, é necessário, é uma imposição da realidade política do estado do Acre que as forças democráticas, de caráter popular, se reposicionem diante do cenário político e se movam, se mobilizem tendo em vista batalha vindoura. Que o tempo da arquibancada se esgotou completamente. O momento é de construção, o momento exige desprendimento e mobilização: compromisso com as boas causas, renovação, inovação e construção coletiva do processos. Construção democrática e política que possa apontar rumos”, disse o parlamentar.

Edvaldo Magalhães disse também que é preciso aproveitar as experiências dos governos da Frente Popular no Acre e aperfeiçoá-los, melhorá-los para o enfretamento da miséria não só no Acre quanto no País, bem como aplicar bem os recursos públicos a fim de tirar o Acre da “inanição” e do “marasmo”, gerando emprego e renda, sobretudo para a juventude.

Ao citar o PT, PSB, PSOL e PCdoB, Edvaldo disse que é hora destes partidos sentarem e iniciarem as discussões acerca de 2022. O parlamentar citou que o Partido dos Trabalhadores apresentou o nome do ex-senador e ex-governador Jorge Viana para a disputa majoritária e a construção desse diálogo. O PSB também colocou na mesa o nome do deputado Jenilson Leite para compor a chapa majoritária e o PSOL apresentou o advogado Sanderson Moura como também uma opção a ser discutida dentro das forças democráticas de esquerda.

“Novos nomes surgirão, novas lideranças se colocarão naturalmente. Precisamos iniciar o diálogo no âmbito desses partidos para os amplos segmentos da economia, da produção rural, na construção de uma plataforma. Não devemos assistir a briga entre o titular [Gladson] e o vice [Rocha] numa disputa apenas pelo poder. O Acre precisa e merece muito mais. E preciso se aliançar em torno de um programa. Um programa que mobilize corações e mentes. Um programa que seja capaz de olhar pra traz e valorizar o legado de grandes feitos, mas também que seja capaz de olhar pra diante e dizer que temos capacidade técnica e política para a construção de novos projetos para superar essa inanição, esse imobilismo”.

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