No último domingo (25), José Maria Moreira Maia, bombeiro militar da reserva de 55 anos, deixou o Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) após mais de 20 internados com Covid-19, dengue e pneumonia bacteriana.
Maia foi internado no dia 2 de julho com 58% dos pulmões comprometidos.
Conforme o tratamento seguia, o bombeiro ia piorando, com muita fraqueza, falta de apetite, falta de ar, dor nas costas, febre e até insônia. Maia relembrou que assim que deu entrada no Into-AC foi fazer ventilação não-invasiva (VNI).
“Quando foi no dia 2 de julho minha família me levou para o Into com mais de 50% do pulmão comprometido. Fiquei 11 dias nesse tratamento, não fui para a UTI, mas fiquei fazendo VNI, que é um procedimento de ventilação que você faz no leito não ser intubado”, disse.
Bombeiro não tomou vacina
A esposa de Maia também pegou Covid-19 na mesma época que ele, porém não teve sintomas graves e ficou em casa. O bombeiro informou que perdeu, uma tia de 66 anos em Cruzeiro do Sul, há cerca de três meses, para doença.
O casal ainda não havia tomado a vacina contra a Covid-19. Maia falou que esperava chegar as doses da Janssen no Acre para tomar uma dose única, entretanto, o primeiro lote recebido pela Saúde do estado chegou no dia 24 de junho, dois dias antes dele testar positivo para o novo coronavírus.
“Minha categoria já tomou, só que fiz a opção de escolha de marca, agora não posso porque tenho que esperar um período. Queria tomar a Janssen que é dose única e não tinha que voltar para tomar a segunda dose. Acabou que não deu certo, mas assim que puder vou tomar a vacina”, lamentou.
Primeira alta
Em 13 de julho, Maia recebeu alta médica após apresentar uma melhora em seu quadro de saúde pode ir para casa. Porém, dois dias depois, teve uma piora e precisou voltar. Na época, ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana e iniciou um tratamento mais forte.
“Voltei para um tratamento mais potente, pneumonia bacteriana e ainda veio uma dengue para ‘ajudar’. Essa dengue favoreceu no tratamento porque baixou minhas plaquetas e não corri o risco de trombose”, disse.
Agora Maia saiu do hospital e foi definitivamente para casa. Ele disse que ao chegar na saída da unidade de saúde sentiu um misto de sentimentos de alívio, gratidão, alegria e felicidade. Ele destacou ainda o tratamento e toda atenção que recebeu no Into-AC durante a internação.
“É uma equipe multidisciplinar. Dos psicólogos, médicos, enfermeiros e todos de ajudar para que você não fique ansioso, que seu quadro não se agrave. Quando chega a hora de sair, você fica ansioso, mas também tem uma tranquilidade de uma forma que a alegria se expande. É muito gratificante”, concluiu.

