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Inflação generalizada tira proteína da mesa de muitos brasileiros

Por Redação Juruá em Tempo.21 de setembro de 20213 Minutos de Leitura
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A dificuldade maior para pagar contas e para levar a vida é uma realidade para dezenas de milhões de brasileiros. E essa inflação que tira o poder de compra das famílias tem características muito desafiadoras.

Em uma comunidade com 220 mil pessoas, o mercado anda vazio. Quem entra, não demora. E sai sem levar quase nada.

“O que era mais barato era o ovo. Hoje não dá mais para comprar a cartela. Com 12 reais você não compra mais uma cartela de ovo”, diz Maria do Socorro, que está desempregada.

Opção barata de proteína, o ovo subiu quase 10% neste ano. O frango, que ia para o prato no lugar da carne, aumentou mais de 11%. O dono de um mercado diz que quem tem dinheiro, tem para um filé só. E é assim que ele vende frango, carne, hambúrguer: um por um.

“Hoje em dia, digamos que os congelados vendidos unitários, separadamente, são dos itens que mais saem. É porque a caixa vem em maior quantidade, e devido ao poder aquisitivo e às condições econômicas aí, acredito que pela unidade esteja mais ao alcance do pessoal”, afirma o comerciante Fábio Bezerra do Nascimento.

O dinheiro do mercado é contado e normalmente vem de outras economias. A reportagem chegou à casa da dona Rosemari Brás da Silva, que mora com o marido, os dois filhos e os dois netos. Está tudo escuro, mas ela está em casa. Só que fica com a luz apagada o máximo que pode, para economizar na conta de energia.

A inflação dos mais pobres está em 10,63% no acumulado de 12 meses. E nem vivendo no escuro, sobra o suficiente para comer.

“Outro dia até fui no açougue, o dinheiro não deu, eu comprei… sabe o que eu comprei? Não é vergonha falar. É comida. Pezinho de frango para comer. Eu falei: ‘ah, eu vou comprar’ – fiz bem temperadinho. Comi. Eu gosto”, diz Rosemari.

A economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, explica que a alta da proteína animal é generalizada. A ração, de milho ou soja, está cara. O dólar favorece a exportação. E no caso do frango, tem ainda o custo da energia, indispensável nas granjas.

“A gente não tem de fato muito como substituir – a gente tem se deparado cada vez mais com um custo de vida muito mais alto. A gente vê uma deterioração generalizada em várias áreas da vida das pessoas numa situação como essa, onde na verdade a gente não está deixando de consumir um produto por outro. A gente na verdade está deixando de consumir”, conclui.

É o que diz o comerciante Cícero José da Silva, que fica o dia todo sozinho em outro mercadinho de Heliópolis. Já dispensou seis funcionários.

“No período da semana, o movimento é praticamente zero. Eu já estou pensando em fechar. São 25 anos aqui de mercado. Aqui em São Paulo eu tenho 42. Já teve crise, mas não assim”, lamenta.

Na casa de Nalva Pereira, que é cozinheira, panelas vazias. No açougue, comprou uma linguiça.

“Ó a linguicinha que eu vou comer agora de noite e deixar um pedaço para amanhã. Vai render dois dias. E de noite eu como uma fruta e vou dormir”, afirma.

  • Fonte: Jornal Nacional.
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