A Delegacia de Proteção a Mulher e a Criança de Cruzeiro do Sul já atendeu a mais de 300 ocorrências este ano e instaurou 200 inquéritos. A informação é do titular da Especializada, delegado Venicius Almeida. Ele cita que a maioria dos casos é de violência doméstica e sexual.
O delegado destaca ainda a grande quantidade de medidas protetivas pedidas pelas mulheres. “A maioria são violência doméstica, agressões de marido contra esposa, mas nós temos aqui um grande índice também de violência sexual, violência praticada contra criança e adolescente. E esse aqui, com certeza, é o assunto prioritário aqui com relação ao que nós temos aqui de toda demanda da delegacia da mulher, que são crimes sexuais envolvendo criança e adolescente”, pontua.
“Todas as vítimas que chegam aqui na delegacia já são ouvidas de imediato, os exames necessários, com médico, psicológico, são feitos de pronto.Esse número elevado de ocorrências aqui na nossa delegacia se deve para uma soma de fatores. Dentre eles, o principal seria a cultura do norte de realmente haver esse abuso desse tipo de crime, no caso, violência doméstica. No entanto, eu também acredito que, o fato da sociedade estar vendo que a polícia civil está fazendo a sua parte com relação a reprimir esse tipo de conduta, tem dado uma credibilidade maior para que essas pessoas nos procurem”, pontuou.
Ele enfatiza ainda que há muitos pedidos de medidas protetivas em Cruzeiro do Sul. ”Nós temos uma alta incidência aqui de pedir de medida protetiva. E nem todas as medidas protetivas geram enquete policial como aquelas que houve aí um crime de ação penal pública condicionada em que a vítima não quer representar contra o agressor, quer apenas solicitar as medidas protetivas. E a Delegacia da Mulher faz esse trabalho, nós colhemos as declarações da vítima, encaminhamos para a Justiça e a Justiça determina o afastamento ou não solicitado, requerido pela vítima”, esclarece.

