Início / Versão completa
Mais Notícias

Secretaria Municipal de Saúde e representantes sindicais tratam sobre reivindicações da categoria

Por Redação Juruá em Tempo. 14/09/2021 09:07
Publicidade

Desde o início do mês de agosto a prefeitura de Cruzeiro do Sul vem promovendo reuniões entre representantes das diferentes entidades de classe dos servidores saúde a fim de tomar conhecimento das principais reivindicações e anseios da categoria.

Publicidade

As reuniões contaram com representantes da secretaria de saúde, de articulação institucional, além de procuradoria e controladoria do município.

“Em primeiro lugar, há o reconhecimento da prefeitura a cada profissional da saúde pelo empenho durante a pandemia”, disse José Maria Freitas, secretário de articulação institucional.

“No entanto, para conceder os aumentos justamente reivindicados, a gestão deve levar em consideração questões orçamentárias e da lei de responsabilidade fiscal, a fim de não incorrer em improbidade administrativa”, explica.

Publicidade

No caso, uma mudança no Plano de Cargos Carreiras e Remunerações, como almejado por uma parcela da categoria, o PCCR da saúde, correria o risco de ultrapassar o limite permitido pela lei de responsabilidade fiscal de gasto com folha de pagamento.

Além disso existe uma barreira legal que impossibilita aumento salarial durante todo o ano de 2021 por conta da pandemia, mesmo assim, a gestão propôs a formação de uma comissão para tratar sobre o tema a partir do mês de setembro e tirar um indicativo de mudanças no PCCR para o próximo ano.

Também houve redução significativa dos recursos federais destinados ao município para o combate à COVID. Enquanto em 2020 o governo federal aportou recursos da ordem de 8 milhões de reais, em 2021 este recurso foi reduzido para dois milhões. Em 2020 parte deste recurso foi convertido em um abono salarial de R$200,00 no salário do servidor durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro.

Segundo o procurador geral do município Dr Raphael Sanson, este ano a prefeitura está propondo manter o abono no mesmo valor e pelo mesmo período, mesmo com a redução da verba federal.

“Fizemos uma ampla análise para verificar os aspectos legais possíveis para o momento em que estamos e, apesar de encontrarmos diversas barreiras legais, conseguimos ofertar um abono por tempo determinado, tudo dentro da legalidade e responsabilidade fiscal, sensíveis ao momento que passamos e que certamente chegará ao fim em breve.”

Quanto à falta de medicamentos reclamadas por alguns servidores, a secretaria de saúde informou que o problema se deu por problemas nas licitações, mas que já havia sido sanado anteriormente. Sobre a falta de EPIs, a secretaria informou que a quantidade é fornecida com base nos dados enviados pelos próprios servidores.

“A secretaria compreende os anseios da categoria por melhores salários, especialmente devido aos esforços de cada servidor durante a pandemia. Infelizmente estamos presos a limitações orçamentárias, Mas estaremos sempre de portas abertas e dispostos a dialogar com a categoria para alcançar um acordo satisfatório.”, disse o secretário de saúde Agnaldo Lima.

“Nossos servidores da saúde têm sido valorosos durante este momento difícil da pandemia e é graças aos esforços de cada um que estamos superando estas dificuldades. É do interesse da nossa gestão reconhecer esse empenho através de melhorias salariais. Contudo, temos limitações que são impostas pelo orçamento da prefeitura e pela lei de responsabilidade fiscal. Dentro desses limites iremos fazer o que estiver ao nosso alcance para valorizar cada vez mais o servidor da saúde”, disse o prefeito Zequinha Lima.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.