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Ministro da Justiça atende pautas do governo do Acre para a segurança pública

Por Redação Juruá em Tempo.7 de outubro de 20212 Minutos de Leitura
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O governador Gladson Cameli, acompanhado pelo senador Márcio Bittar, pelo deputado federal Alan Rick e pelo representante do Acre em Brasília, Ricardo França, manteve audiência no início da noite desta terça-feira, 5, com o ministro da Justiça, Anderson Gustavo Torres. Na reunião, entre outros assuntos, o governador solicitou que as ações de segurança nas fronteiras sejam intensificadas.

Cameli e os demais participantes explicaram ao ministro as peculiaridades da Região Norte, especialmente do Acre, que faz fronteira com dois países, Bolívia e Peru, e que, como consequência, passa a ser um portão de entrada de drogas no Brasil. “O aumento da criminalidade, as guerras de facções e o tráfico de armas está diretamente relacionado com a ação repressiva de nossas forças policiais nas fronteiras”, frisou o governador ao ministro.

Anderson Torres comunicou aos presentes que o Ministério da Justiça acatou o pedido feito pelo governo do Acre, e que foi determinado o reempenho de dois convênios que haviam sido cancelados. O primeiro, de valor superior a R$ 5,7 milhões, será para a compra de aproximadamente cinco mil pistolas 9 mm, padronizando o uso das armas pelas forças policiais. O segundo, no valor de pouco mais de R$ 600 mil, será investido na compra de material para a Polícia Civil em todo o estado.

Força Nacional

Torres também determinou a permanência do contingente da Força Nacional na região da Ponta do Abunã, na divisa entre Acre e Rondônia. O deslocamento da força para a região deu-se em virtude de conflitos armados entre integrantes de movimentos de sem-terras com policiais, numa ação de reintegração de posse em uma fazenda.

Na ocasião, policiais foram mortos e o clima de tensão gerou uma interferência da Força Nacional. O clima de hostilidade foi relatado por Alan Rick e o pedido endossado por Gladson e Bittar.

O ministro determinou que os policiais permaneçam no local por mais 120 dias, até que se restabeleça por completo a ordem pública.

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