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domingo, junho 26, 2022

TSE divulga valores do fundo eleitoral de R$ 4,96 bi para eleição deste ano

Por Veja Abril.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira a fatia que cada partido vai receber na distribuição dos R$ 4,96 bilhões do fundo eleitoral para a eleição de 2022. O União Brasil, resultado da fusão do DEM com o PSL e que tem o deputado federal Luciano Bivar como candidato à Presidência da República, vai ficar com a maior fatia, de 782 milhões de reais. O PT, que disputará a preferência do eleitorado com a candidatura do ex-presidente Lula, terá 503 milhões de reais, e o MDB, cuja presidenciável é a senadora Simone Tebet, terá 363 milhões de reais. PSD, com 349 milhões de reais, e PP, com 344 milhões de reais, completam a lista das legendas com os maiores caixas para as disputas de outubro. As cinco legendas respondem por 47,24% dos recursos distribuídos.

Essa verba é a principal aposta dos partidos para bancar as campanhas dos presidenciáveis, que devem custar muito mais caro do que na eleição de 2018 – naquele ano, o fundo eleitoral foi de 1,7 bilhão de reais.

Na última disputa ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro declarou ter gastado apenas 2,8 milhões de reais para se eleger, mas suas contas de campanha foram aprovadas com ressalvas pelo TSE; já o então candidato petista, Fernando Haddad, que disputou em substituição a Lula, na época preso por ordem da Lava-Jato, informou gastos na ordem de 39,4 milhões de reais.

Agora, os líderes políticos entendem que o cenário eleitoral não incorpora na mesma proporção o clima de antipolítica que dominou o pleito anterior. Ao contrário de 2018, a campanha na televisão, por exemplo, volta a ter peso significativo, o que encarece os custos para os candidatos. O montante do fundo vai custear também as campanhas para governador, senador e deputado.

Os 4,96 bilhões de reais anunciados pela Justiça Eleitoral representam o maior valor destinado ao fundo eleitoral desde sua criação, em 2017, e foram distribuídos entre os 32 partidos políticos registrados no TSE com base em critérios específicos. O Partido Novo renunciou ao repasse e sua cota vai ser revertida ao Tesouro Nacional.

“Os recursos do fundo eleitoral ficarão à disposição do partido político somente depois de a sigla definir critérios para a distribuição dos valores. Esses critérios devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros do órgão de direção executiva nacional e precisam ser divulgados publicamente”, informa o tribunal.

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