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Morador de rua que tocava violão na igreja: “Deus, não me deixe morrer sem minha salvação”

Por Redação Juruá em Tempo.27 de fevereiro de 20233 Minutos de Leitura
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A segunda história apresentada da série “Os Invisíveis” é do senhor Antônio Evangelista, que vai relatar um pouco da sua vida e o que deseja para seu futuro. Homem de olhar triste, relembra das filhas com lágrimas nos olhos e por conta dos vícios não pode acompanhar a evolução delas.

Não é de hoje que a população do Acre se depara com pessoas que estão em situação de rua em Rio Branco. A maioria fica pelos arredores do centro da cidade, Segundo Distrito, Raimundo Melo e Estação. Questões sociais e até mesmo problemas familiares levam essas pessoas a ter as ruas como habitação.

Antônio José Evangelista de Lima, de 53 anos, é natural de Sena Madureira e também faz uso abusivo de bebidas alcoólicas. Antes de entrar para o alcoolismo foi casado e teve duas filhas, era evangélico e por cinco anos conseguiu largar o vício, mas, a separação com a sua ex-esposa o fez voltar a beber compulsivamente.

Apesar de ter uma boa relação com seus parentes, que vivem na sua cidade de origem, seus familiares não sabem que, na verdade, Antônio está em situação de rua.

“Eles apenas sabem que moro em Rio Branco, mas, não imaginam que eu esteja na rua. Nunca tive coragem de falar para eles a situação em que vivo, porque eu sei que minha família não quer isso para mim, principalmente porque uma das minhas filhas era muito apegada a mim, e se eu falar que eu bebo muito, moro na rua e durmo pelas calçadas, ela pode até ter depressão e isso me deixa muito triste, por isso eu optei por não dizer a eles toda a verdade”, revela.

Antônio nunca quis ir para uma casa de apoio porque pensa que vai ficar preso. Ele destacou que gosta mesmo é da liberdade, mas sabe que numa casa de apoio ou de recuperação vai ter comida e conforto, – e mesmo assim não tem interesse, mas pensa em abandonar as ruas e ficar perto de seus filhos. “A segurança que tenho são minhas filhas. Tenho minha mãe viva, mas, meu pai morreu quando eu tinha 16 anos. Terminei de criar meus irmãos trabalhando duro na época do falecimento de meu pai”, diz.

“Eu era evangélico, tocava violão e guitarra, aprendi na igreja. Sempre ia para os cultos, mas, quando eu chegava em casa, sempre tinha uma briga porque ela [a ex-companheira] não aceitava [o fato de ir à igreja]. Separamos e, por conta do que aconteceu, voltei a beber e ficar do jeito que estou hoje”, explica.

Em relação à sociedade, Antônio conta que as pessoas não os maltratam. Alguns até os ajudam de alguma forma, com dinheiro ou doando comidas, roupas e agasalhos em época de friagem.

Quando conversa com Deus, ele sempre pede para que um dia tenha forças para abandonar o vício e agradece, porque apesar das circunstâncias, ainda está vivo (sic). Ao ser questionado se, por acaso, naquele momento pudesse estar frente a frente com Deus, o que ele pediria, disse com lágrimas nos olhos: “Deus, não me deixe morrer sem a minha salvação”, finaliza.

Por: Contilnet.
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