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Acre tem o menor percentual de indígenas no ensino superior do país, diz levantamento

Por Redação Jurua em Tempo19 de abril de 20233 Minutos de Leitura
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Um levantamento do Instituto Semesp, do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) apontou que o Acre tem 0,22% de indígenas matriculados na rede superior. Essa é a menor porcentagem entre as 27 unidades federativas abrangidas pela pesquisa.

O levantamento foi baseado em dados do Censo de 2010, balanço do Censo 2022 e do Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O estudo também demonstrou que 46.252 indígenas estavam matriculados em instituições de ensino superior públicas e privadas do país até 2021. O estado que lidera o ranking é São Paulo, com 13% do total. Na região norte, o estado com maior número é o Amazonas, com 8,3%, o segundo maior na lista.

No âmbito nacional, o resultado indica um aumento de 374% entre 2011 e 2021. O curso com maior porcentagem de estudantes de origem indígena é o de Direito, com 10,6%. A rede particular tem a maioria desse público, com 29.468 alunos (63,7%), enquanto a rede pública recebe 16.784 estudantes (36,3%).

Coletivo indígena na Ufac

O coletivo dos estudantes indígenas da Universidade Federal do Acre (Ceiufac) foi criado em 2022, e tem como objetivo preservar e fazer valer o estatuto indígena elaborado para atender e orientar os estudantes de diferentes etnias da universidade.

O conselho preza pela valorização da cultura, por levar o conhecimento dos direitos de estudantes indígenas àqueles que desconhecem e, acima de tudo, quebrar estereótipos.

Samuel Arara, secretário do conselho, destaca que a intenção é que essa coletividade defenda e valorize diversas culturas existentes no meio social.

“Precisamos ocupar espaço, defender uma causa. Indígena também pode ser engenheiro, doutor, usar iphone, ser empresário, comprar um carro. Precisamos quebrar estereótipos acerca de nós, porque o indígena imposto pelos portugueses em 1500 é muito diferente do indígena da contemporaneidade. Hoje temos liberdade de nos expressar, conhecemos nossos direitos e precisamos reivindicá-los. Eu me represento, tenho orgulho da minha identidade, luto pra honrar os meus ancestrais, valorizando minha cultura, onde quer que eu vá”, enfatiza.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Ufac

A Ufac conta, desde 22 de novembro de 2018, com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Acre (NEABI/UFAC), que é uma organização acadêmica vinculada aos movimentos negros e indígenas. Ele integra o Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros que, juntamente com outros 40 Neab’s integrantes espalhados por todo o país, luta pelas causas da população negra desde 2004 e no combate a superação de todas as formas de racismo e discriminação racial.

O Neabi/Ufac vem desenvolvendo pesquisas e ações nos campos da educação, história, arte, cultura e ciência, mobilizando as áreas de ensino, pesquisa e extensão, através de cursos, palestras, campanhas, semanas acadêmicas e pesquisas, dentro e fora da universidade, que abrangem tanto o público acadêmico, quanto servidores públicos, professores e alunos da Educação Básica e comunidade em geral.

Com informações G1

Por: Redação
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