Início / Versão completa
COTIDIANO

PMs denunciados pela morte de enfermeira no Acre têm prisão preventiva decretada

Por Redação O Juruá em Tempo. 28/06/2024 16:41
Publicidade

A Justiça do Acre aceitou a denúncia contra os dois policiais militares Cleonizio Marques Vilas Boas e Gleyson Costa de Souza acusados de envolvimento na morte da enfermeira Gessica Melo de Oliveira, ocorrida no dia 2 de dezembro de 2023, na BR-317, em Senador Guiomard.

Publicidade

Ainda na decisão, a Justiça substituiu a prisão domiciliar por preventiva dos acusados. Agora os PMs devem ser levados a uma unidade prisional militar.

Os dois foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e fraude processual. Um deles também foi denunciado por porte ilegal de arma de fogo.

Na denúncia, o MP-AC solicitou ainda a prisão cautelar dos acusados, a perda de seus cargos e uma indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima.

Publicidade

Na decisão em que aceitou a denúncia e decretou prisão preventiva dos militares, o juiz Romário Divino Faria, da Vara Criminal da Comarca de Sena Madureira, informou que a medida visa garantir a ordem pública. E considerou ainda que Cleonizio Marques Vilas Boas possui reiteração criminosa, já que respondeu pela morte de outra jovem em um confronto.

Relembre o caso

De acordo com a denúncia, os acusados, juntamente com outros policiais, tentaram abordar a jovem Géssica Melo após ela não parar em uma barreira policial.

Os policiais teriam dispararam várias vezes contra o veículo da enfermeira, que estava em estado de abalo psicológico e desarmada. Os tiros causaram a perda de controle do veículo e a morte de Géssica.

Após os disparos, os policiais removeram o corpo da enfermeira do local sob a alegação de prestar socorro. No entanto, segundo a denúncia, a intenção real era alterar a cena do crime.

Um dos policiais teria deixado uma arma de fogo ilegal na cena para incriminar a vítima. A arma, de uso restrito e origem ilícita, não apresentava vestígios de material genético de Géssica, conforme os laudos periciais, mas continha DNA masculino, o que reforçou a tese de adulteração.

Investigação e indiciamento

O inquérito que investigou a morte de Géssica Melo, de 32 anos, foi concluído no último dia 17 de junho, após seis meses de investigações.

O delegado de Polícia Civil, Rômulo Barros Alves de Carvalho, indiciou os sargentos da Polícia Militar do Acre (PM-AC), Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas, por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, motivo fútil, em suas formas consumada e tentada, e fraude processual.

A perseguição policial que culminou na morte de Géssica ocorreu em dezembro do ano passado. Segundo o laudo pericial, a enfermeira não havia consumido drogas e nem tinha tocado na arma encontrada próximo ao seu carro, que não continha seu DNA, mas sim traços genéticos masculinos.

O relatório detalhou que Géssica foi morta por 13 disparos de fuzil, efetuados pelos policiais.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.