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Indígenas isolados se aproximam de aldeia Machineri; povo teme confronto no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.5 de novembro de 20246 Minutos de Leitura
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Originários da Terra Indígena (TI) Mamoadate, na fronteira do Acre com o Peru, estão vivendo situações inimagináveis. É que, no último dia 31 de outubro, o grupo indígena isolado Mashco-Piro teria se aproximado do local e levado terçados, cobertas, redes e panelas. O maior medo por parte dos locais, pertencentes ao povo Manchineri, é de um confronto.

A GAZETA entrou em contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que informou que irá verificar a situação.

Segundo o presidente da Associação Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktshi Hajene (MAPPHA), Lucas Manchineri, na Aldeia Extrema – local onde ocorreu a aproximação – moram 49 famílias; todos estão com muito receio quanto aos “parentes desconfiados”, como chamam os indígenas isolados.

“Há muito tempo vínhamos alertando as autoridades brasileiras quanto aos saques, já é uma reinvindicação antiga. Mandamos cartas às autoridades, fizemos reuniões online e, até agora, não obtivemos resposta”, explicou Lucas.

Além disso, por medo e para não gerarem conflitos, os indígenas da Aldeia Extrema estão todos juntos, impossibilitados de caçarem ou pescarem para não aumentar um maior risco de confronto. “Caso haja algum confronto, teremos que sair daqui, mas não temos como fazer isso porque o rio está muito seco. Estamos presos”, alertou o presidente.

Por medo, indígenas estão todos juntos. Foto: cedida

A ajuda tem vindo, ainda segundo Lucas, por pequenas ONGs, mas ainda há muito a desejar. “Precisamos muito que o poder público nos ajude, mas, se ele não fazê-lo, faremos da nossa forma”, enfatizou.

O morador da Terra Indígena Mamoadate Mailson Machineri reiterou, ainda, que os indígenas estão adoentados e não há nenhum profissional da saúde para atendê-los. “Há crianças, idosos, sofrendo com diarreias, vômitos. Além disso, não podemos nem entrar na mata, pois precisamos proteger nossos familiares dos parentes desconfiados”, reforçou.

Compartilhamento de territórios

O TI Mamoadate divide território com o grupo de indígenas isolados Mashco-Piro, considerado o maior povo isolado do mundo. De acordo com Mailson, este foi o primeiro saque na aldeia.

Em setembro deste ano, dois trabalhadores de madeireiras foram mortos no território dos Mashco-Piro, no Peru, após confronto com os isolados.

Leia o pedido de ajuda:

Pedido de apoio emergencial para as aldeias Extrema e Lago Novo Terra Indígena Mamoadate – Acre

No dia 31 de outubro de 2024 pescadores vindos da aldeia Santa Cruz estavam em viagem aos Três Lagos e observarem muitos rastros dos indígenas isolados e escutaram seus arremedos (sons de imitação de animal). Eles voltaram de lá e notificaram os monitores da aldeia Extrema. Os monitores foram até a área e confirmaram os rastros, que indicam a presença de um grande número de pessoas. No dia seguinte, uma casa na aldeia Extrema foi saqueada pelos parentes desconfiados, conhecidos como Mashco-Piro. Os isolados saquearam todas as panelas, facas, terçados e peças de roupa, cobertas e redes. Desde que os Mashco começaram a se aproximar mais das aldeias Lago Novo e Extrema, é a primeira vez que eles saqueiam uma casa, o que deixou todas as pessoas das aldeais Extrema e Lago Novo em imensa apreensão.

Diante dessa situação, que indica a possibilidade de um contato iminente, a Associação Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktshi Hajene (MAPPHA) vem, através deste ofício, solicitar às instituições de governo e apoiadoras de nosso trabalho auxílio para a aquisição e disponibilização dos insumos e serviços especificados abaixo, essenciais para segurança de nossas famílias neste momento tão delicado. Importante considerar que parte das famílias da aldeia Extrema teve que deixar as suas casas, indo passar alguns dias no centro da aldeia. Além disso, as pessoas não poderão caçar ou pescar normalmente enquanto não tiverem certeza de que não correm risco, e terão que suspender o trabalho nos roçados. Atualmente, a aldeia Extrema é formada por 49 famílias (256 pessoas), e a aldeia Lago Novo é formada por 30 famílias (143 pessoas).

Aldeia Extrema

– Kits para evacuação emergencial das famílias: 49 mochilas de viagem; 49 lanternas com dois pares de pilha cada; 49 pares de rádio comunicador (tipo walkie talkie Baopheng 777s).

– 2000 litros de gasolina em 10 corotes de 200 litros (para deixar estocado no Icuriã).

– 50 palhetas para motor de 6HP.

– 50 palhetas para motor de 13HP.

– 48 litros de óleo do casco.

-196 cestas básicas (4 cestas por família).

Além desses insumos, a comunidade da aldeia Extrema solicita que seja adquirido carne na própria aldeia, enquanto não pudermos retomar nossas atividades de caça e pesca normais.

Aldeia Lago Novo

 – Kits para evacuação emergencial das famílias: 30 mochilas de viagem; 30 lanternas com dois pares de pilha cada; 30 pares de rádio comunicador (tipo walkie talkie Baopheng 777s).

– 600 litros de gasolina em 3 corotes de 200 litros (para deixar estocado no Icuriã).

– 50 palhetas para motor de 6,5HP.

– 24 litros de óleo do casco.

-120 cestas básicas (4 cestas por família).

Além desses insumos, a comunidade da aldeia Lago Novo solicita que seja adquirido carne na própria aldeia, enquanto não pudermos retomar nossas atividades de caça e pesca normais.

As cestas básicas devem ser levadas às aldeias de helicóptero, pois o rio Iaco ainda está extremamente raso, tornando impossível o transporte por via fluvial. Acreditamos que o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) pode intermediar uma solicitação ao Exército Brasileiro para a disponibilização de aeronave para essa finalidade., e para uma possível situação de emergência  evacuação  na aldeia Além disso, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) pode disponibilizar um carro para percorrer o ramal do Icuriã nas situações de emergência, e a Secretaria Especial de Saúde Indígena deve reservar horas-vôo para a remoção de pacientes nos casos mais graves.

Nos últimos anos, nós, Manxineru das aldeias Extrema e Lago Novo, estamos alertando as autoridades do governo brasileiro sobre a situação de risco que corremos com a aproximação dos deslocamentos dos isolados próximos das nossas aldeias. Mais uma vez pedimos que nossas demandas e reinvindicações sejam atendidas, mas também que nossas estratégias e acordos comunitários sejam considerados nos planos de contingência dos órgãos indigenistas (Funai e Sesai) para situação de contato com povos isolados.

Terra Indígena Mamoadate, 02 de novembro de 2024

Associação Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktshi Hajene (MAPPHA)

Por: Anne Nascimento, da Gazeta do Acre.
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