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Home»COTIDIANO

Policial federal é suspeito de liderar esquema de armas para facção

Por Redação Juruá em Tempo.20 de março de 20252 Minutos de Leitura
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O principal alvo da Operação Cash Courier, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (20/3), é o policial federal aposentado Josias João do Nascimento. Ele é apontado como o verdadeiro líder do esquema milionário que abasteceu o Comando Vermelho (CV) com armas de guerra. Cerca de 2 mil fuzis foram enviados de Miami, nos Estados Unidos, para comunidades do Rio de Janeiro.

Nascimento seria o chefe de Frederick Barbieri, conhecido como o Senhor das Armas. Ele é condenado por tráfico internacional de armas pela Justiça dos Estados Unidos.

Segundo investigações da PF, a organização criminosa movimentou ao menos R$ 50 milhões. Na manhã desta quinta (20), policiais federais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, bairros de alto padrão da zona oeste do Rio de Janeiro.

A investigação apontou que o grupo criminoso lavava dinheiro do tráfico de armas por meio da compra de imóveis e bens de luxo. Para ocultar a origem dos valores, os líderes do esquema utilizavam empresas de fachada e laranjas, criando um sistema sofisticado de evasão de divisas e lavagem de capital.

A Operação Cash Courier é um desdobramento da Operação Senhor das Armas, deflagrada em 2017, quando 60 fuzis foram apreendidos no Aeroporto do Galeão. Na época, as investigações já apontavam um fluxo contínuo de armas de guerra sendo enviadas de Miami para o Rio de Janeiro. Agora, com novos desdobramentos, a PF identificou o verdadeiro líder do esquema, que gerenciava o envio de armamento para facções criminosas e a posterior lavagem dos lucros.

Os integrantes da organização responderão por tráfico internacional de armas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e corrupção passiva.

O nome da operação, Cash Courier, faz referência ao método utilizado pelo grupo para movimentar grandes quantidades de dinheiro em espécie, evitando registros bancários que pudessem comprometer os envolvidos.

Por: Metrópoles.
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