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Aumento de casos de malária no Acre vira foco de encontro do Ministério da Saúde, que anuncia medidas

Por Redação Juruá em Tempo.20 de junho de 20253 Minutos de Leitura
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Aconteceu na última terça-feira (17) o lançamento da Frente Parlamentar pela Malária (FPEMA), em Brasília (DF), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O encontro teve como foco a discussão de estratégias para a eliminação da doença no Brasil até 2035, a partir de cinco eixos estratégicos.

O Acre registrou um aumento de 86 casos de um ano para o outro, saindo de 1.431 para 1.517/Foto: Reprodução

“O país tem avançado na redução dos casos: entre janeiro e abril de 2025, foram registrados cerca de 34 mil, uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2024, que teve 45 mil casos”, diz o comunicado do Ministério da Saúde.

O Acre registrou um aumento de 86 casos de um ano para o outro, saindo de 1.431 para 1.517.

“Essa Frente Parlamentar é uma novidade importante: ativa, engajada e comprometida com resultados. Se atuarmos juntos, com determinação e inovação, podemos transformar essa história e alcançar um marco inédito na saúde pública brasileira”, reforçou o ministro Alexandre Padilha durante o lançamento.

O apoio da Frente ao Ministério da Saúde está previsto em duas fases: a primeira contempla a implementação das estratégias em 16 municípios prioritários até 2026. A segunda etapa, prevista até 2030, ampliará a cobertura para 32 municípios, com oficinas de microplanejamento, capacitação nacional em entomologia e ações articuladas de diagnóstico, tratamento e controle vetorial.

“Quero me comprometer com duas ações imediatas: concluir, junto com esta Frente, uma avaliação da estratégia atual e promover um diálogo direto com os governadores da Amazônia Legal e os prefeitos dos municípios mais afetados”, finalizou Padilha.

O que é malária?

A malária é uma doença infecciosa causada por um parasito do gênero Plasmodium, transmitido aos humanos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos Anopheles (conhecidos como mosquito-prego). Esses mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. No entanto, podem ser encontrados picando durante todo o período noturno. Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

A malária também é conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios da doença podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada. Caso não seja tratado adequadamente, o indivíduo pode ser fonte de infecção por meses ou anos, dependendo da espécie parasitária.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nessa região é maior que na Amazônia.

A malária é uma doença que tem cura, e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, a doença pode evoluir para formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.

Por: Contilnet.
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