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Como o Vasco virou um atrativo para jogadores da Colômbia

Por Redação Juruá em Tempo.23 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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Há uma colônia colombiana em formação no vestiário do Vasco. Depois de Cuesta e Andrés Gómez, o clube carioca contratou Johan Rojas e encaminhou a chegada de Marino Hinestroza para o ataque.

O Vasco se tornou um atrativo para jogadores da Colômbia. Como isso aconteceu?

Há vários motivos, mas eles estão ligados a duas pessoas contratadas pela direção do Vasco no meio do ano passado: Admar Lopes e Fernando Diniz.

Uma das principais valências que Pedrinho e Felipe observaram em Admar Lopes era a capacidade de avaliar jogadores da América do Sul, especialmente de mercados como a Colômbia e o Equador. Foi por isso que uma de suas primeiras cartadas no Vasco foi a indicação da contratação de Andrés Gómez.

Admar também teve participação efetiva nas negociações para a contratação de Carlos Cuesta, nome que era observado pela gestão do Vasco.

Em Portugal, Admar fez parte do scout do Porto na época em que o clube contratou os colombianos Jackson Martínez e James Rodríguez. A dupla brilhou com a camisa azul e branca. O clube criou uma cultura de contratar jogadores colombianos devido ao sucesso da dupla. Depois, chegaram Luis Díaz, Quintero, Falcão Garcia, Matheus Uribe e outros. Mais clubes da Europa seguem o mesmo modelo.

Falcao James Porto — Foto: Getty Images
Falcao James Porto — Foto: Getty Images

Com Admar Lopes, um dos objetivos do Vasco era criar uma cultura para atrair jogadores de potencial de seleções da América do Sul.

Uma peça-chave na equação para que isso acontecesse também foi Fernando Diniz. O treinador é muito reconhecido na Colômbia pela evolução que proporcionou a Jhon Arias no Fluminense. O jogador tem uma relação de muita gratidão com o técnico brasileiro. Arias foi de uma aposta subutilizada para um ídolo do Fluminense e pilar da seleção colombiana nas mãos do treinador.

James Rodríguez e Jhon Arias em Bolívia x Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa 2026 — Foto: Aizar Raldes/AFP

A fama de Diniz e o poder de convencimento do treinador nas conversas com Gómez e Cuesta foram diferenciais. O Vasco e o técnico enxergavam a dupla com um grande potencial para jogar na seleção colombiana. Ambos já haviam sido convocados, mas perderam espaço no time de Néstor Lorenzo, já que não estavam atuando com regularidade.

Depois de algumas atuações no Brasil, Cuesta e Gómez voltaram a ser convocados pela Colômbia. O Vasco quer fazer o mesmo com Johan Rojas e Marino Hinestroza.

Hinestroza, principalmente, é visto por Diniz como um jogador capaz de decidir jogos e de um futuro muito promissor. A comissão técnica e o departamento de futebol vascaíno acreditam que o atacante ainda não atingiu o seu potencial máximo.

Hinestroza foi convocado para três datas Fifa no ano passado. Ele foi relacionado para seis jogos das Eliminatórias Sul-Americanas e entrou ao fim de duas partidas.

O estafe de Hinestroza dava como certa a ida para o Boca Juniors porque gostava da possibilidade de se acertar com o gigante argentino. Mas os empresários e o jogador abriram os olhos e se empolgaram ainda mais com a possibilidade de vir ao Brasil pela fama de Fernando Diniz e o projeto apresentado pelo Vasco.

 

 
Por: ge.
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