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Operação da Polícia Civil e do Gaeco atinge cúpula do Comando Vermelho, esquema de “taxa de segurança” e tráfico no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.13 de janeiro de 2026Updated:13 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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A Polícia Civil do Acre, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPAC), detalhou na manhã desta terça-feira (13), os desdobramentos de uma grande ofensiva policial realizada nas primeiras horas do dia contra o Comando Vermelho. A ação teve como foco enfraquecer a estrutura de comando e financiamento da facção criminosa que atua no estado.

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A operação mobilizou mais de 120 policiais civis e servidores do MPAC, com o apoio da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia Especializada no Combate às Ações Criminosas Organizadas. No total, aproximadamente 100 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, estão sendo cumpridas em locais considerados estratégicos pelas forças de segurança.

Durante a coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Henrique Maciel, avaliou a ação como um passo importante no enfrentamento direto às organizações criminosas. “Tivemos prisões importantes no sentido de quebrar a cadeia hierárquica do crime e combater o poder financeiro das organizações criminosas. Hoje, a segurança pública deu mais um passo com êxito no combate às organizações criminosas”, declarou.

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, explicou que a operação é resultado de cerca de dois anos de investigação contínua e aprofundada. Segundo ele, foram expedidos 62 mandados de prisão e mais de 100 de busca e apreensão, direcionados a integrantes que ocupavam posições-chave dentro da facção no Acre.

“Conseguimos atingir a chamada ‘casa maior’, também conhecida como conselho final ou conselhos rotativos, responsáveis pela gestão da organização criminosa nos bairros e cidades. Alcançamos núcleos de liderança, inclusive com ramificações fora do estado, como no Rio de Janeiro”, afirmou o promotor. Ele acrescentou que o material probatório reunido, incluindo dados financeiros e digitais, foi determinante para a autorização judicial da operação.

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A ofensiva não se limitou ao território acreano e se estendeu a outros estados, entre eles Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, demonstrando a dimensão interestadual da atuação do grupo criminoso.

O delegado Saulo Macedo destacou que as investigações revelaram práticas criminosas diversificadas, como homicídios antigos, extorsões contra comerciantes, cobrança de falsas “taxas de segurança” e tráfico de drogas na região central de Rio Branco. “A partir das provas angariadas, novas investigações serão instauradas para coibir essas práticas e responsabilizar outros envolvidos”, pontuou.

Já o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais Especiais (Deic), Pedro Paulo Buzolin, informou que, até o momento, 15 pessoas foram presas, mas que o número pode aumentar à medida que as diligências avançam. Também foram apreendidos veículos, mais de R$ 10 mil em espécie e uma arma de fogo.

No encerramento da coletiva, Henrique Maciel enfatizou a importância da atuação integrada entre as instituições e deixou um alerta às facções criminosas. “Esse é um trabalho feito por muita gente, com dedicação e união. Demonstramos hoje que o Estado tem capacidade de enfrentar o crime organizado, e esse enfrentamento vai continuar”, finalizou.

Os detidos estão sendo encaminhados para audiências de custódia e seguem à disposição do Poder Judiciário.

Por: redação O Juruá em Tempo.
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