O Ibovespa opera em queda de mais de 4% nesta terça-feira, 3, contaminado pela aversão a risco global diante do agravamento do conflito no Oriente Médio, enquanto Petrobras voltava a mostrar desempenho robusto, em mais um pregão de forte alta dos preços do petróleo no mercado externo. Já o dólar sobe forte, negociado perto de R$ 5,30.
Às 13h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 3,77%, a 182.179,08 pontos. Já o dólar saltava 2,53%, a R$ 5,294 na venda, após ter batido R$ 5,341 na máxima até o momento. Veja cotações.
As Bolsas ao redor do planeta também operavam em queda expressiva, pressionadas pela alta da cotação do petróleo no quarto dia de guerra no Oriente Médio, o que alimenta os temores de uma inflação generalizada.
Os mercados de energia sofreram na segunda-feira um choque global, com uma disparada dos preços do petróleo e do gás, já que a guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos. O Estreito de Ormuz, uma área pela qual transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial, está fechado, de fato, ao tráfego: as principais empresas marítimas suspenderam os deslocamentos na região devido à explosão do valor dos seguros.
No atual contexto, os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira. Perto das 10h30 (horário de Brasília), a cotação do Brent do Mar do Norte subia 7,7%, a US$ 83,24 por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 7,06%, a US$ 76,26.
A cotação do gás também era afetada nesta terça-feira, com o contrato futuro do TTF neerlandês, considerado a referência do gás natural na Europa, em alta de 22,50%, a 54,52 euros (328 reais).

