A Operação Sinal Vermelho, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11), revelou um esquema de corrupção no Tocantins onde profissionais de saúde ocupavam papel central. Entre os principais alvos estão seis médicos e uma psicóloga, suspeitos de viabilizar a venda ilegal de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) ao burlar exames obrigatórios.
Os profissionais de saúde são investigados por integrar a organização criminosa que cobrava até R$ 4,3 mil por habilitação. A participação desses especialistas era fundamental para o sucesso da fraude: eles garantiam a aprovação dos candidatos sem que estes passassem pelos exames médicos e psicotécnicos exigidos por lei, permitindo que condutores inaptos obtivessem o documento.
Ao todo, a polícia cumpriu 59 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, atingindo não apenas os médicos e a psicóloga, mas também servidores do Detran-TO e instrutores de autoescolas. O grupo também é suspeito de usar o acesso privilegiado aos sistemas para regularizar veículos roubados ou clonados, ignorando vistorias obrigatórias.
As ordens judiciais foram cumpridas em diversas cidades, incluindo Palmas, Araguaína e Augustinópolis. O Detran informou que já afastou os servidores e suspendeu o credenciamento dos profissionais de saúde envolvidos antes mesmo da deflagração da operação.

