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No Acre, influenciadora expõe roubo que afetou ciclo da borracha na Amazônia

Por Redação Juruá em Tempo.27 de março de 20262 Minutos de Leitura
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Em visita ao Acre, a criadora de conteúdo e viajante Marina Guaragna publicou, nesta quinta-feira (26), um vídeo em que relata um dos casos mais conhecidos de biopirataria do mundo, o contrabando de 70 mil sementes de seringueira feito pelo botânico britânico Henry Wickham no século 19.

No material publicado Marina Guaragna apresenta a trajetória da borracha amazônica e o impacto do contrabando britânico sobre a economia da região. “O Brasil perdeu uma das suas maiores riquezas por causa de 70 mil sementes que um inglês contrabandeou da Amazônia”, afirma.

A influenciadora contextualiza que, no final do século 19, a Amazônia respondia pela produção de quase toda a borracha do planeta. O material era considerado estratégico para a Revolução Industrial, com aplicação em pneus, cabos elétricos e máquinas.

Segundo Marina Guaragna, em 1876 o inglês Harry Wickham entrou na floresta amazônica e coletou 70 mil sementes de seringueira. Na alfândega, “ele declarou que levava apenas amostras botânicas para estudo na Inglaterra”. O destino real, porém, era outro.

As sementes foram enviadas para colônias britânicas no Sudeste Asiático, especialmente Malásia e Sri Lanka. Lá, os britânicos desenvolveram plantações organizadas e industriais de seringueira, modelo que nunca havia existido na Amazônia. Em poucos anos, a borracha asiática passou a dominar o mercado mundial.

O resultado foi o fim do ciclo da borracha na Amazônia. “Hoje, mais de 90% da borracha do mundo vem da Ásia e nós importamos grande parte dela, de uma árvore que originalmente era nossa”, conclui Marina Guaragna no vídeo.

Assista ao vídeo:

Por: AC24horas.
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