As síndromes respiratórias provocaram 50 mortes no Acre entre janeiro e o dia 27 de junho de 2026, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
Apesar de alto o número, o levantamento aponta uma redução nos registros de óbitos em relação ao mesmo período dos dois anos anteriores, mas indica que o estado segue em alerta diante da circulação de vírus respiratórios e dos casos graves registrados neste ano.
De acordo com o boletim, foram registrados 130 óbitos em 2024, 85 em 2025 e 50 em 2026. Na comparação com o ano passado, a redução é de aproximadamente 41%. Em relação a 2024, a queda chega a cerca de 62%.
Apesar da diminuição no total de mortes, a Sesacre ressalta que o comportamento da doença mudou ao longo dos últimos anos, exigindo atenção contínua da vigilância epidemiológica e da rede de saúde.
Perfil dos óbitos
Os idosos com 60 anos ou mais continuam concentrando o maior número de mortes por síndromes respiratórias no Acre em 2026. Ao todo, foram 15 óbitos, o equivalente a 30% do total registrado no estado.
Na sequência aparecem as crianças menores de 2 anos, com nove mortes; crianças de 5 a 9 anos, com oito; crianças de 2 a 4 anos, com seis; adolescentes de 10 a 19 anos, com cinco; pessoas de 30 a 39 anos, com dois; e adultos de 20 a 29, 40 a 49 e 50 a 59 anos, com um óbito cada.
O boletim também mostra uma mudança na distribuição da mortalidade ao longo dos últimos anos. Em 2024, os idosos representavam 51,54% de todas as mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em 2025, essa participação caiu para 48,24% e, em 2026, passou para 30% do total de óbitos registrados.
Cenário segue em alerta
No boletim, a Sesacre destaca ainda que, apesar da redução no número de mortes, o Acre permanece em situação de alerta para as síndromes respiratórias. O documento reforça a necessidade de manter o monitoramento dos vírus respiratórios em circulação e de intensificar as medidas de prevenção entre os grupos mais vulneráveis.
Entre as recomendações estão a vacinação contra a influenza, a higiene frequente das mãos, a adoção da etiqueta respiratória e o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios. A Secretaria também orienta que crianças, idosos e pacientes imunossuprimidos recebam atenção especial por apresentarem maior risco de desenvolver formas graves da doença.

