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Relatório da ABIN cita fronteira do Acre como área sensível na rota do mercúrio do garimpo ilegal

Por Redação Juruá em Tempo.5 de março de 20264 Minutos de Leitura
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A fronteira do Acre com o Peru, especialmente na região do município de Assis Brasil, aparece no contexto regional de expansão do garimpo ilegal e da circulação clandestina de mercúrio na Amazônia, segundo estudo elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O relatório aponta que áreas próximas ao território acreano estão inseridas nas dinâmicas transnacionais da mineração ilegal e do tráfico do metal utilizado na extração de ouro.

Intitulada “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” e publicada em outubro de 2025, o estudo analisa as rotas internacionais do mercúrio, os impactos ambientais da mineração ilegal e as redes criminosas que operam na região amazônica.

Garimpo ilegal próximo às cidades do Acre

Foto: Imagem de garimpo na região de Madre de Dios I Infoamazônia/reprodução

De acordo com o estudo, um dos principais polos de mineração ilegal na Amazônia está no leste do Peru, na região de Madre de Dios, área que faz fronteira direta com o Acre, nas proximidades do município de Assis Brasil. Essa região também mantém conexões logísticas com cidades acreanas da faixa de fronteira, como Brasiléia e Epitaciolândia, que funcionam como portas de entrada e circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países.

Segundo o relatório, cerca de 40 mil garimpeiros informais atuam na região peruana, sendo responsáveis por aproximadamente 70% da produção ilegal de ouro do país. A atividade ocorre majoritariamente fora de qualquer controle estatal e gera forte pressão ambiental sobre toda a faixa de fronteira amazônica.

Foto: Imagem de garimpo na região de Madre de Dios I Infoamazônia/reprodução

A proximidade geográfica com municípios acreanos faz com que o estado esteja inserido no contexto regional das cadeias logísticas da mineração ilegal, que envolvem circulação de trabalhadores, equipamentos e insumos entre países da Amazônia.

Contaminação por mercúrio preocupa região amazônica

O estudo também aponta que o uso intensivo de mercúrio na mineração artesanal já provocou grande impacto ambiental na região amazônica próxima ao Acre. Estima-se que cerca de 3 mil toneladas do metal tenham sido despejadas nos rios da região de Madre de Dios ao longo de duas décadas, contaminando ecossistemas e comunidades locais.

Foto: mercúrio é o principal meio para separar ouro de outros sedimentos I Infoamazônia/reprodução

O mercúrio é utilizado para separar o ouro do sedimento, mas possui alta toxicidade. No ambiente aquático, ele pode se transformar em metilmercúrio, substância que se acumula na cadeia alimentar e chega aos seres humanos principalmente por meio do consumo de peixe.

Populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia estão entre as mais vulneráveis à contaminação, devido à dependência do pescado como principal fonte de alimentação.

Cadeia internacional abastece garimpos ilegais

O relatório mostra ainda que o Brasil não possui produção própria de mercúrio, o que faz com que praticamente todo o metal utilizado no país seja importado ou contrabandeado. No caso do garimpo ilegal, o abastecimento ocorre principalmente por rotas clandestinas que passam por países amazônicos.

Entre os principais pontos de entrada identificados estão Bolívia e Guiana, que funcionam como centros de redistribuição do metal para garimpos ilegais em diferentes regiões da Amazônia brasileira. Mas no caso do material produzido ou transportado pela Bolívia, a rota mais frequente por balsas no Rio Madeira e em locais de exploração em Mato Grosso, próximos à fronteira, a exemplo da TI Sararé.

Essas rotas fazem parte de uma cadeia internacional que envolve produtores e intermediários globais. O estudo aponta que o mercúrio frequentemente passa por países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Rússia antes de chegar à América do Sul, onde é direcionado para mercados ilegais ligados à mineração de ouro.

Por: AC24horas.
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