Monique Medeiros se apresentou à 34ª Delegacia de Polícia e foi presa na manhã desta segunda-feira, 20, após o Supremo Tribunal Federal restabelecer sua prisão preventiva. A mãe de Henry Borel, morto em 2021, entregou-se depois de o ministro do STF, Gilmar Mendes, negar os recursos apresentados pela defesa para tentar reverter a decisão.
Na sexta-feira, 17, Gilmar Mendes havia determinado o retorno de Monique à prisão. Ela é acusada de homicídio qualificado por omissão na morte de seu filho, Henry Borel, em março de 2021. Segundo a acusação, o menino foi torturado e espancado por Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho, então namorado de Monique Medeiros.
Monique havia deixado a prisão em 23 de março deste ano, por decisão da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Naquela data, ela seria julgada por um conselho de sete jurados, mas a sessão foi cancelada após a defesa de Jairinho abandonar o plenário. A juíza entendeu que a defesa de Medeiros havia sido prejudicada pela estratégia adotada pelo corréu Jairinho e considerou haver excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva. Por conta disso, um novo julgamento foi remarcado para 25 de maio.
Para Mendes, a juíza “usurpou competência e violou a hierarquia jurisdicional” ao contrariar uma decisão anterior do próprio STF. Segundo ele, a ré teria coagido uma testemunha considerada central para o caso, a babá de Henry Borel, enquanto cumpria prisão domiciliar. Gilmar ainda argumentou que a liberdade de Monique, a poucas semanas da nova sessão do júri, poderia comprometer a instrução do processo.
Relembre o caso
Em 8 de março de 2021, o menino Henry Borel, de 4 anos de idade, morreu após dar entrada em um hospital na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, a criança estava no apartamento em que sua mãe morava com seu padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho.
Após investigação, ficou comprovado que a causa da morte do menino ocorreu por conta de uma hemorragia interna com laceração hepática no fígado em decorrência de uma ação empregada por força violenta. Diante do exposto nos laudos, Monique e Jairinho se tornaram réus pela morte de Henry. Há suspeita de que a criança tenha sido vítima de agressões realizadas pelo padrasto e encobertas pela mãe.

