Uma investigação que começou após a apreensão de armas ilegais levou à identificação de uma rede ligada a facções criminosas no Acre e resultou na deflagração da Operação Ruptura, na manhã desta quarta-feira, 15.
A ação é coordenada pela Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da Core e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AC).
O foco da operação é desarticular grupos envolvidos em crimes graves, como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
As investigações apontam que a atuação das facções se intensificou após o rompimento de uma aliança entre os grupos, ocorrido em março de 2025, o que teria provocado uma escalada de violência no estado.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Rio Branco e Joinville. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Acre.

Origem da investigação
O trabalho policial teve início a partir da prisão em flagrante de um suspeito por importação ilegal de arma de fogo e munições. A partir da análise de dados obtidos nesse caso, foi possível identificar a existência de uma estrutura criminosa mais ampla.
Segundo a Polícia Civil, os investigados poderão responder por integrar organização criminosa, além de outros crimes que ainda podem ser identificados no decorrer das investigações.
“A Operação Ruptura é resultado de um trabalho investigativo aprofundado, que identificou a atuação estruturada de organizações criminosas no estado”, afirmou o delegado Gustavo Neves.

