Um estudante de 13 anos foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla) nesta quinta-feira, 14, após ameaçar matar uma professora e mencionar a possibilidade de realizar um ataque dentro de uma escola pública localizada na Avenida Central, no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.
O caso gerou preocupação entre estudantes e servidores da unidade escolar e ocorreu poucos dias após o atentado registrado no Instituto São José, no último dia 5 de maio, que deixou duas servidoras mortas na capital acreana.
Segundo informações da Polícia Militar, a situação veio à tona depois que uma aluna procurou a equipe gestora da escola para relatar o comportamento do colega.
Conforme o depoimento, o adolescente teria afirmado que pretendia lançar uma bomba dentro da escola e matar várias pessoas.
Após a denúncia, a direção acionou a Polícia Militar, que enviou uma equipe até a unidade de ensino. O Conselho Tutelar também foi comunicado sobre o caso.
Durante a abordagem, o estudante admitiu aos policiais que ameaçou a professora após uma discussão ocorrida em sala de aula. Segundo o registro policial, ele confirmou ter dito que mataria a docente, mas negou parte das acusações relacionadas ao suposto ataque contra a escola.
Uma estudante de 12 anos, apontada como testemunha, relatou que a confusão começou depois que a professora pediu diversas vezes para que o adolescente retornasse ao lugar durante a aula.
Segundo o relato, o aluno reagiu de forma agressiva, passou a insultar a educadora com palavras ofensivas e fez ameaças diante da turma.
A testemunha afirmou ainda que ouviu o adolescente mencionar suposta ligação com integrantes de organização criminosa e dizer que chamaria outras pessoas para “resolver” a situação dentro da escola.
Ainda conforme o depoimento, ele também comentou sobre provocar uma explosão na unidade e atacar estudantes.
A professora confirmou à polícia que o aluno se recusou a obedecer às orientações durante a aula e apresentou comportamento alterado durante toda a discussão. Ela também relatou ter sido alvo de ameaças e ofensas verbais.
Bilhetes trocados entre alunos durante a aula foram recolhidos e anexados ao procedimento investigativo, segundo a ocorrência policial.
Os militares tentaram localizar os responsáveis pelo adolescente, mas não conseguiram contato com a mãe dele até o encerramento da ocorrência.
Já a responsável pela estudante que testemunhou o caso compareceu à unidade policial para acompanhar os procedimentos.
Após os primeiros atendimentos, o adolescente foi encaminhado à Defla, onde a ocorrência foi registrada. O caso será investigado pela Polícia Civil.

