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Estudo do Greenpeace aponta uso de “licenças fantasmas” para lavar ouro ilegal na Amazônia

Por Redação Juruá em Tempo.30 de maio de 20262 Minutos de Leitura
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Um estudo do Greenpeace, divulgado pela agência de notícias Reuters, revelou que garimpeiros têm utilizado permissões de mineração emitidas para áreas sem atividade real para ocultar a origem de ouro extraído ilegalmente na Amazônia.

Segundo o levantamento, o Greenpeace analisou 187 áreas florestais com licenças de mineração de ouro emitidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), próximas a terras indígenas e unidades de conservação. Em 98 delas, não foram encontrados sinais de atividade mineradora.

Ainda assim, essas chamadas “licenças fantasmas” teriam sido usadas para justificar a comercialização de 26,8 toneladas de ouro entre 2018 e março de 2026, volume avaliado em cerca de US$ 3,88 bilhões.

De acordo com a Reuters, sobrevoos realizados em duas das áreas apontadas no estudo não identificaram mineração ativa, apesar dos registros oficiais indicarem produção de ouro. Nas proximidades, a reportagem encontrou uma operação ilegal em funcionamento dentro de uma área protegida.

Lideranças indígenas alertam para os impactos da atividade, como destruição ambiental, poluição dos rios e contaminação dos peixes. A ANM informou que monitora as permissões citadas e reconheceu os desafios de fiscalização na região amazônica.

Para o Greenpeace, a possibilidade de utilizar essas licenças para legalizar ouro de origem ilegal contribui para a continuidade e expansão do garimpo clandestino na Amazônia.

Por: AC24horas.
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