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FAB gasta mais de R$ 50 mil para comprar gaviões e evitar acidentes com aeronaves

Por Redação Juruá em Tempo.13 de maio de 20262 Minutos de Leitura
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O Comando da Aeronáutica anunciou a compra de seis gaviões-asa-de-telha para ajudar a reduzir o risco de colisões entre aves e aeronaves em bases aéreas do país. A medida será usada em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, como forma de afugentar pássaros que podem provocar acidentes durante pousos, decolagens e movimentações em pistas e pátios.

A iniciativa se baseia na falcoaria, técnica que utiliza aves de rapina treinadas para afastar outras espécies. Segundo o Comando da Aeronáutica, o método é uma alternativa eficaz, reconhecida e empregada em aeroportos civis e militares de diferentes países.

A compra está prevista no Pregão Eletrônico nº 90010/BANT/2026, da Base Aérea de Natal, e contempla a aquisição de aves vivas da espécie Parabuteo unicinctus, nome científico do gavião-asa-de-telha. O contrato inclui transporte até o local de entrega, acondicionamento adequado e apresentação de documentação ambiental e fiscal, como anilha, nota fiscal individual, certidão de origem e registros em sistemas oficiais.

De acordo com os documentos da licitação, cada ave está estimada em R$ 8.500, com valor total de R$ 51 mil para as seis unidades. Os gaviões deverão ser juvenis e originários de criadouro legalizado.

A Força Aérea Brasileira já utiliza falcoaria em caráter experimental desde 2023. A escolha do gavião-asa-de-telha leva em conta características da espécie, como grande envergadura, capacidade de caça e adaptação a diferentes ambientes. A ave é capaz, por exemplo, de capturar animais do porte de uma galinha.

“O gavião-asa-de-telha é uma das espécies mais utilizadas mundialmente em programas de controle de fauna aeroportuária, em razão de seu temperamento cooperativo, elevado grau de inteligência e capacidade de atuar em diferentes condições climáticas”, informa a Força.

Ainda segundo a FAB, depois de treinado, o pássaro responde bem às instruções humanas, o que o torna adequado para operações de afugentamento em áreas sensíveis de aeródromos. A intenção é reduzir a presença de aves que possam atingir aeronaves e causar danos graves ou até acidentes.

Por: O Globo.
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