A Polícia Civil do Acre apreendeu os celulares, notebooks e computadores do advogado Hélio Montilha Júnior, de 48 anos, encontrado morto na última terça-feira, 7, no escritório onde trabalhava, em Cruzeiro do Sul. Os equipamentos serão submetidos à perícia e poderão fornecer informações que auxiliem na investigação sobre a causa da morte.
Ao portal A GAZETA, o delegado Heverton Carvalho afirmou que a análise do material eletrônico pode ser decisiva para esclarecer o caso. Até o momento, a principal hipótese investigada é de morte natural, mas a confirmação depende dos laudos periciais.
“A perícia é que pode revelar se realmente foi morte natural ou se há indícios de morte violenta”, afirmou o delegado.
O corpo do advogado foi encontrado na tarde de terça-feira, 7, no escritório Advocacia Montilha, localizado no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul. Quando foi localizado, o corpo já estava em avançado estado de decomposição.
A suspeita inicial é de que a morte tenha ocorrido no domingo, 5, mas a data exata e a causa do óbito somente serão confirmadas após a conclusão dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
Após o isolamento da área, equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) realizaram a perícia no local. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao IML, enquanto os aparelhos eletrônicos encontrados no escritório foram recolhidos para análise.
A expectativa da investigação é que a perícia nos equipamentos permita verificar informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso e confirmar ou afastar a hipótese de morte natural.
Após a confirmação da morte, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) divulgou uma nota de pesar em solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão de Hélio Montilha Júnior.
O comunicado foi assinado pelo presidente da OAB-AC, Rodrigo Aiache, pela vice-presidente, Thais Moura, e pela presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Acre (CAAAC), Ruth Barros.

