Início / Versão completa
Acre

Japão premia líder indígena do Acre por trabalho em prol da paz e do meio ambiente

Por Maria Meirelles. 12/05/2026 15:17 Atualizado em 12/05/2026 15:17
Publicidade

Em uma cerimônia marcada pela exaltação à ancestralidade e à preservação ambiental, o líder indígena brasileiro Benki Piyãko, do povo Ashaninka do Acre, foi premiado nesta terça-feira, 12, com o 43º Prêmio da Paz Niwano. A honraria, concedida pela Niwano Peace Foundation, reconhece indivíduos que dedicam suas vidas à construção da paz e à justiça social global.

Publicidade

A premiação ocorreu na Casa Internacional do Japão, com a presença do presidente da fundação, Munehiro Niwano. Benki Piyãko, que é presidente e fundador do Instituto Yorenka Tasorentsi, foi escolhido por seu trabalho incansável na proteção da natureza e pelo fortalecimento das culturas indígenas frente aos desafios contemporâneos.

Um reconhecimento histórico

Cerimônia em Tóquio consagrou o fundador do Instituto Yorenka Tasorentsi como uma das vozes mais influentes da Amazônia atual (Foto: Arquivo Pessoal)

Com a conquista, Benki Piyãko passa a integrar um seleto grupo de brasileiros reconhecidos pela fundação japonesa, tornando-se apenas o terceiro compatriota a receber a distinção nos últimos 40 anos. Ao ser laureado, o líder Ashaninka segue os passos de duas figuras emblemáticas da resistência e da defesa dos direitos humanos no Brasil: Dom Helder Câmara e Dom Paulo Evaristo Arns.

Publicidade

A ascensão de uma liderança indígena a este patamar de reconhecimento reitera o protagonismo incontornável dos povos originários nos debates diplomáticos e na agenda ambiental global.

Legado de proteção e resistência

Para o Instituto Yorenka Tasorentsi, a premiação representa um marco de honra e a validação de décadas de luta pela floresta em pé. Em seu trabalho no Acre, Benki tem sido uma voz ativa na recuperação de áreas degradadas e na educação ambiental, unindo o conhecimento tradicional Ashaninka a estratégias de sustentabilidade.

Imerso em um clima de profunda celebração, o reconhecimento foi recebido como um manifesto de esperança para os povos originários, simbolizado na exaltação à resistência da floresta e de suas culturas. Em seu agradecimento à Niwano Peace Foundation, a liderança celebrou a importância da proteção dos territórios com “firmeza e alegria”, utilizando o termo Pasonki, “obrigado”, no idioma Ashaninka, para selar o valor histórico desse reconhecimento internacional.

O prêmio reafirma que a paz global, no século XXI, está intrinsecamente ligada à preservação da biodiversidade e ao respeito à soberania dos povos que guardam os biomas mais vitais do planeta.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.