Trabalhadores da educação do Acre se reuniram, na manhã desta quarta-feira, 6, em frente ao Palácio Rio Branco para cobrar mais segurança nas escolas, após o ataque registrado no Instituto São José, que deixou duas funcionárias mortas e outras pessoas feridas.
Durante a mobilização, a categoria também convocou um novo ato para o fim da tarde, às 17h, com concentração no mesmo local e caminhada até o Instituto São José.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, afirmou que a categoria já vinha alertando sobre o aumento da violência no ambiente escolar.
“Nós sempre cobramos essa pauta de proteção e segurança dos nossos profissionais na escola. O índice de violência chegou à escola, são muitos profissionais ameaçados por parte de alunos e também de responsáveis”, declarou.
Segundo ela, o episódio ocorrido na terça-feira, 5, reforça a urgência de medidas por parte do poder público.
“Culminou agora com esse ato dramático no Instituto São José, algo que a gente já vinha pedindo à Secretaria de Educação, que é a segurança nas escolas”, disse.

Cobrança por ações e propostas
De acordo com a presidente, o sindicato prepara a entrega de um documento ao governo do Estado com propostas voltadas à prevenção da violência.
“Vamos entregar um documento à governadora com propostas para construir um comitê amplo de combate a essa violência, com ações efetivas”, afirmou.
Entre as medidas sugeridas estão mecanismos de controle relacionados ao ambiente digital e maior participação das famílias.
“Que o Estado crie uma plataforma de bloqueio de conteúdos violentos na internet, com relação aos celulares dos alunos, e que os pais também sejam vigilantes”, pontuou.

Nova mobilização à tarde
O ato convocado para a tarde deve ter caráter simbólico, com caminhada até o Instituto São José. Os participantes foram orientados a usar roupas brancas e levar velas.
Segundo a categoria, o momento também será de acolhimento à comunidade escolar, ainda abalada pelo ocorrido.
“Será um momento de solidariedade. Todos sofreram essa violência. As pessoas ainda não têm condições emocionais de retornar à escola, nem profissionais, nem alunos”, afirmou Rosana.
A mobilização deve incluir ainda um momento de oração em homenagem às vítimas.

