Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Liderança indígena do Acre é selecionada para formação da ONU na Suíça sobre direitos humanos
  • Mailza e Zé Luis inauguram Alameda das Águas em Mâncio Lima
  • Líder de facção do Acre e um dos criminosos mais procurados do país é preso em Pernambuco
  • Uma em cada 5 adolescentes do Acre já faltou à escola por falta de absorvente, aponta pesquisa
  • Cerca de 3 mil alunos participam de Caminhada da Paz pelas ruas de Cruzeiro do Sul
  • Acre segue entre estados com aumento de casos graves de doenças respiratórias, aponta Fiocruz
  • Invicto, Arsenal perde a Champions para o PSG nos pênaltis e segue sem título; time francês é bicampeão
  • Acidente entre três motocicletas é registrado em Cruzeiro do Sul; veja vídeo
  • Motociclista fica ferido após colisão entre motos em bairro de Rio branco
  • Motociclista fica ferido após perder o controle da motocicleta
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
sábado, maio 30
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Acre

Uma em cada 5 adolescentes do Acre já faltou à escola por falta de absorvente, aponta pesquisa

Por Redação Juruá em Tempo.30 de maio de 20264 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

A falta de absorventes e de condições básicas de higiene menstrual tem afastado adolescentes acreanas das salas de aula e revelado um problema que vai além da saúde: a pobreza menstrual no Acre já impacta diretamente o acesso e a permanência de meninas na educação.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 mostram que 20,4% das meninas acreanas entre 13 e 17 anos já deixaram de frequentar a escola por não terem acesso a absorventes ou outros itens básicos de higiene durante o período menstrual.

O índice significa que uma em cada cinco adolescentes do Acre já precisou faltar às aulas por causa da falta de condições mínimas para lidar com a menstruação.

Escolas sem estrutura agravam cenário

A dificuldade enfrentada pelas estudantes não está ligada apenas à ausência do absorvente.

O levantamentos aponta ainda que 15,1% dos estudantes acreanos frequentam escolas que sequer atestam ter banheiros em condições adequadas de uso.

O estudo nacional Livre para Menstruar também aponta o Acre entre os estados com maior número de alunas do 9º ano parcialmente ou totalmente sem acesso aos quatro requisitos básicos de higiene e saneamento nas escolas: banheiro, pia, papel higiênico e sabão.

Sem trancas nas portas, água corrente ou sabão para lavar as mãos, muitas adolescentes acabam optando por permanecer em casa durante o período menstrual.

“Sem trancas nas portas, sem água corrente ou sabão para lavar as mãos, gerenciar o fluxo menstrual por quatro ou cinco horas em ambiente escolar torna-se um desafio humilhante. Para muitas, a única alternativa segura e viável é o isolamento em casa”, destaca o estudo.

Custo pesa no orçamento das famílias

A vulnerabilidade econômica aprofunda ainda mais o problema.

Segundo estudos citados pelo UNICEF, o custo acumulado com absorventes ao longo da vida fértil pode chegar a cerca de R$ 8 mil.

Para famílias em situação de pobreza extrema, principalmente na Região Norte, o item muitas vezes deixa de ser prioridade diante da necessidade de comprar alimentos.

“Havendo a escolha inevitável entre a compra do alimento para a mesa e o pacote de absorventes para a filha, a prioridade será sempre a comida. O absorvente é substituído por panos velhos, pedaços de jornal ou miolo de pão — métodos improvisados que colocam a saúde dessas meninas em risco”, aponta o estudo do UNICEF.

Na Região Norte, mais da metade das adolescentes entre 10 e 19 anos convivem com algum grau de insegurança alimentar.

Falta de saneamento afeta desempenho escolar

O problema também está ligado à precariedade do saneamento básico no estado.

Relatório da BRK Ambiental e da consultoria Ex Ante aponta que 46,4% das mulheres acreanas não têm acesso à rede geral de abastecimento de água.

Quando considerada a irregularidade no fornecimento diário, o índice chega a 78%, o maior percentual do Brasil.

Além disso, 56,8% das mulheres do estado vivem em residências sem acesso adequado à rede de esgoto.

O levantamento aponta que meninas que vivem em casas sem banheiro acumulam, em média, 1,2 ano a mais de atraso escolar em relação às que possuem estrutura adequada.

Os impactos também aparecem no desempenho educacional. Segundo o estudo, a ausência de saneamento está associada à redução média de 45,7 pontos na nota geral das mulheres acreanas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Lei prevê distribuição de absorventes

Desde 2021, o Acre possui legislação que determina a distribuição gratuita de absorventes higiênicos nas escolas estaduais.

A Lei Ordinária nº 3.795 estabelece o fornecimento dos itens para estudantes de baixa renda da rede pública.

Procurada, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que a distribuição ocorre regularmente nas unidades escolares, a partir das solicitações feitas pelas próprias escolas ao almoxarifado central.

Segundo a pasta, a entrega é feita de forma reservada para evitar constrangimentos às estudantes.

Apesar disso, movimentos sociais e ativistas apontam dificuldades relacionadas à fiscalização, logística e distribuição dos insumos, principalmente em escolas mais afastadas do interior acreano.

Especialistas defendem ações estruturais

Embora a distribuição gratuita de absorventes seja considerada importante, especialistas defendem que o enfrentamento da pobreza menstrual depende também de investimentos em infraestrutura escolar e saneamento básico.

Entre os principais desafios apontados estão a melhoria dos banheiros nas escolas, garantia de água potável, acesso à higiene e ampliação do saneamento nas residências.

No Acre, a pobreza menstrual segue refletindo não apenas uma questão de saúde, mas também de desigualdade social, permanência escolar e acesso a direitos básicos.

Por: A Gazeta do Acre.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.