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Uma semana após ataque no Instituto São José: veja o que já se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: Maria Meirelles. 12/05/2026 às 15:21

O trágico ataque ao Instituto São José, que abalou a capital acreana, completa uma semana nesta terça-feira, 12. O crime, cometido por um adolescente de 13 anos, resultou na morte das servidoras Alzenir Pereira da Silva, de 56 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36, e deixou duas pessoas feridas.

Após sete dias, o sentimento de luto agora se funde à reorganização dos protocolos escolares e aos novos desdobramentos da investigação policial.

Investigação: sigilo e novas evidências

Em entrevista ao portal A GAZETA, nesta terça-feira, 12, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, destacou que o caso é tratado com “extrema responsabilidade e delicadeza”. Embora o inquérito tramite sob sigilo para preservar a eficácia das apurações, o delegado trouxe atualizações importantes.

A polícia confirmou a apreensão de dois carregadores de munição que estavam em posse do adolescente no momento do ataque. “Ele estava portando mais de um carregador; essa informação procede e já havia sido difundida, agora confirmamos a apreensão”, afirmou Buzolin.

Sobre a dinâmica dos disparos, a perícia ainda trabalha nos laudos técnicos. “Ainda não podemos divulgar detalhes sobre o número exato de disparos efetuados nem quantos atingiram as vítimas, mas todas as provas estão sendo coletadas por uma equipe dedicada exclusivamente ao caso”, pontuou o delegado.

O que já foi apurado

Retorno das aulas e novos protocolos

Após uma semana de suspensão para reestruturação interna, as aulas na rede pública de ensino do Acre retornam nesta quarta-feira, 13. O período de pausa foi utilizado pela Secretaria de Educação e órgãos de segurança para a definição de novos protocolos de acesso e segurança nas unidades escolares.

O governo anunciou o reforço da segurança itinerante e a ampliação de programas preventivos. Além disso, uma equipe especializada do Ministério da Educação (MEC) colabora no suporte psicossocial para alunos e funcionários que lidam com o trauma.

O que falta esclarecer

Apesar da confirmação dos carregadores extras, a polícia ainda busca respostas para perguntas fundamentais:

  1. Motivação e possível influência externa: A Polícia Civil e o Gaeco (Ministério Público) analisam o celular do jovem para identificar possíveis influências em fóruns digitais ou comunidades que estimulam violência extrema. O adolescente agiu sob orientação de grupos online ou influência de terceiros?
  2. Conhecimento prévio: Outros alunos sabiam do plano? A investigação apura se houve omissão de informações por parte de conhecidos do atirador.
  3. Dinâmica dos disparos: O laudo final do IML detalhará a sequência do ataque, o que ajudará a entender o trajeto do atirador dentro da escola.
  4. Câmaras de segurança: A Polícia teve acesso às câmeras de segurança do Instituto São José?

O Delegado Pedro Paulo Buzolin garantiu que todas as denúncias recebidas pela Polícia Civil sobre possíveis ameaças ou temas relacionados estão sendo averiguadas rigorosamente. “Até o presente momento, nada de concreto além do que já foi exposto foi confirmado, mas seguimos em alerta total”, concluiu.

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