O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no Acre, ultrapassou as fronteiras amazônicas e gerou repercussão imediata no Sul do país. A mobilização ocorre porque a Construtora Cidade, responsável pela obra acreana, também executa importantes projetos de infraestrutura no Rio Grande do Sul, levantando questionamentos sobre a segurança e a integridade de contratos vigentes em território gaúcho.
Diante do episódio, o deputado estadual Capitão Martim anunciou que protocolará um pedido oficial de informações para mapear todas as frentes de trabalho conduzidas pela empreiteira no estado. A principal preocupação do parlamentar é a reforma da Ponte do Fandango, estrutura estratégica que interliga os municípios de Cachoeira do Sul e Nova Palma, e cuja entrega está prevista para o final deste mês. O deputado defende que a fiscalização precisa ser rigorosa e associou a necessidade de estruturas mais fortalecidas aos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos.
Enquanto o Rio Grande do Sul se mobiliza para analisar os contratos locais, o Ministério Público do Acre e o governo acreano realizam perícias para apurar as responsabilidades pelo colapso. Em nota oficial, a Construtora Cidade assegurou que a ponte foi erguida seguindo todas as normas técnicas vigentes e atribuiu o desabamento a um fenômeno de instabilidade geotécnica conhecido como “terras caídas”.
Além disso, a empresa informou que havia recomendado ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre a interdição total da estrutura um dia antes do acidente. O caso segue sob investigação rigorosa dos órgãos de controle.
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