A autônoma Antônia Souza fez um novo apelo público diante do agravamento do quadro de saúde de sua filha, Francisca Jéssica de Souza Magalhães, que está internada no Hospital Regional do Juruá. A paciente enfrenta problemas neurológicos crônicos e aguarda transferência via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para um centro especializado de saúde.
De acordo com o laudo emitido pela equipe de neurocirurgia da unidade, Jéssica apresentou uma piora severa em crises de cefaleia e dores intensas na região onde possui uma válvula implantada.
Diante do quadro atual, a médica responsável informou à família que, caso a transferência interestadual não ocorra com urgência, a paciente terá de ser submetida a uma nova intervenção cirúrgica ainda em Cruzeiro do Sul para evitar sequelas, risco de aprofundamento do crânio e hemorragia.
Uma das alternativas emergenciais discutidas pela equipe médica local é a retirada da válvula de derivação ventriculoperitoneal (DVP). Contudo, a família teme que a medida seja apenas paliativa. Segundo Antônia Souza, a remoção do dispositivo pode resultar no acúmulo imediato de líquido, gerando a necessidade de novos procedimentos em curto espaço de tempo e submetendo a paciente a um ciclo cirúrgico contínuo.
A defesa pela transferência imediata fundamenta-se na busca por recursos tecnológicos indisponíveis na região, como a ventriculostomia e a implantação de uma válvula programável. Portanto, a família argumenta que o acesso a esses tratamentos avançados fora do estado é indispensável para garantir a estabilização definitiva e a qualidade de vida de Jéssica, e cobra agilidade das autoridades de saúde para a viabilização do transporte.

