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Estudo identifica propriedades antioxidantes em feijões do Acre e conquista prêmio internacional

Por Redação Juruá em Tempo.23 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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O potencial científico e a riqueza da biodiversidade do Acre ganharam as telas e os debates internacionais no início deste mês. A professora Guiomar Sousa, do Instituto Federal do Acre (Ifac), Campus Baixada do Sol, conquistou o prêmio de melhor trabalho científico durante o II Congresso Internacional de Alimentos Funcionais da Amazônia (Ciafa 2026).

O evento, que reuniu os principais nomes da pesquisa de alimentos na região, foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) em Manaus (AM), entre os dias 10 e 12 de junho.

O “Superfeijão” do Vale do Juruá

O estudo premiado joga luz sobre a riqueza nutricional escondida nos sistemas agrícolas tradicionais do nosso estado. A pesquisa analisa as propriedades de variedades crioulas de feijão-caupi (Vigna unguiculata), sementes tradicionais preservadas e cultivadas há gerações por produtores locais, plantadas especificamente em praias e barrancos na região do Alto Juruá.

Ao investigar a presença de compostos fenólicos, flavonoides e a capacidade antioxidante de três variedades nativas, a equipe obteve resultados laboratoriais impressionantes. O feijão da variedade Preto de Praia mostrou-se extremamente rico em antocianinas, que são pigmentos naturais com alto poder antioxidante e anti-inflamatório.

Já a variedade Quarentão, mesmo sendo um feijão branco e, portanto, naturalmente sem antocianinas, surpreendeu os pesquisadores ao apresentar uma alta atividade antioxidante, demonstrando grande eficácia no combate aos radicais livres.

“Novas pesquisas em motoring estão em andamento para investigar o conteúdo bioativo de outras dezenas de variedades cultivadas na região”, destaca a professora Guiomar Sousa.

Candidato a Patrimônio da Humanidade

O reconhecimento do trabalho científico chega em um momento crucial para o Acre. A região do Alto Juruá é atualmente candidata a ser reconhecida como Patrimônio da Humanidade, justamente devido à riqueza e resiliência de seus sistemas agrícolas tradicionais. Mapear o valor nutricional e funcional desses alimentos valida o saber das comunidades locais e abre portas para o mercado de alimentos saudáveis de alto valor agregado.

Parceria Estratégica

A conquista não é isolada e reflete diretamente a força da cooperação científica desenvolvida no Acre. Além da liderança da professora Guiomar Sousa, o estudo contou com uma equipe de peso, integrando os pesquisadores Márcio Bayma e Amauri Siviero, da Embrapa, e os professores Eduardo Mattar e Bruno Freitas, da Universidade Federal do Acre (Ufac), unindo diferentes instituições em prol do desenvolvimento científico regional.

O projeto de pesquisa contou com o suporte financeiro do Banco da Amazônia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), reforçando a importância do investimento em ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Ocidental.

Por: A Gazeta do Acre.
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