Mesmo com a redução no número de atendimentos por síndrome gripal, o Acre registrou aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Dados do Boletim Epidemiológico nº 22, divulgado nesta sexta-feira, 3, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), mostram que o estado contabilizou 1.770 casos de SRAG entre janeiro e o dia 27 de junho.
O número representa um crescimento de 34,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.318 casos. Na comparação com 2024, o aumento foi de 19,7%, quando houve 1.479 notificações.
Enquanto os casos graves aumentaram, o número de atendimentos por síndrome gripal apresentou queda. Segundo o boletim, foram registradas 11.726 consultas em unidades sentinelas no período analisado, contra 14.428 em 2025 e 13.489 em 2024. A redução foi de 18,7% em relação ao ano passado e de 13,1% na comparação com dois anos atrás.
Crianças e idosos concentram os casos mais graves
A análise da Sesacre aponta que os extremos de idade continuam sendo os mais vulneráveis às complicações causadas pelos vírus respiratórios. As maiores taxas de internação foram registradas entre crianças de até 9 anos e idosos com 60 anos ou mais, grupos considerados de maior risco para evolução da doença.
O boletim também mostra que as internações permaneceram elevadas durante boa parte do primeiro semestre, indicando a manutenção da circulação dos vírus respiratórios mesmo com a redução dos atendimentos por casos leves.
VSR e rinovírus lideram os diagnósticos
Entre os pacientes internados com SRAG, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus foram os agentes mais identificados nas análises laboratoriais. Também houve registros de Influenza A, Influenza A (H1N1), SARS-CoV-2, adenovírus e metapneumovírus.
Já entre os casos de síndrome gripal acompanhados pelas unidades sentinelas, predominam os diagnósticos de rinovírus, Influenza A e VSR.
Rio Branco concentra mais notificações
Em números absolutos, Rio Branco lidera o total de casos de SRAG, com 681 notificações, seguido por Cruzeiro do Sul (244), Marechal Thaumaturgo (138), Feijó (125) e Mâncio Lima (82).
Quando considerada a incidência proporcional à população, Marechal Thaumaturgo apresenta o cenário mais preocupante do estado, classificado no boletim como de risco crítico/surto extremo. Na sequência aparecem Mâncio Lima, Jordão e Feijó, todos enquadrados em nível crítico para ocorrência de casos graves.
A Sesacre orienta que a população, especialmente os grupos mais vulneráveis, mantenha a vacinação em dia e adote medidas de prevenção, como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória e uso de máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes de maior risco de transmissão.

