Um desentendimento durante uma entrega mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. O caso teria começado após uma divergência envolvendo a forma de pagamento de um pedido e terminou em uma discussão entre o entregador, uma cliente e um homem que estava no local.
Segundo o relato do trabalhador, o pedido era composto por 23 unidades de bebidas e tinha valor superior a R$ 70. Conforme a solicitação registrada no sistema, o pagamento deveria ser realizado por cartão. Seguindo o procedimento adotado para esse tipo de entrega, o profissional se deslocou até o endereço levando apenas a máquina de cartão, sem dinheiro em espécie para fornecer troco.
Ao chegar ao local, no entanto, a cliente teria apresentado uma cédula de R$ 100 e solicitado o troco. O entregador explicou que não possuía o valor e que, nesses casos, a necessidade de troco deve ser informada previamente durante a realização do pedido.
Imagens gravadas pelo próprio entregador mostram parte da discussão no portão da residência. No vídeo, registrado durante a noite, o trabalhador aparece acompanhado da cliente e de um homem, enquanto tenta explicar a situação. O clima fica tenso durante a conversa.
De acordo com o entregador, o homem que estava no local já havia retirado as bebidas e levado os produtos para dentro da propriedade. Diante da impossibilidade de concluir o pagamento e da ausência de troco, o trabalhador informou que precisaria cancelar a entrega e devolver os produtos ao estabelecimento.
Ainda segundo o relato do profissional, a situação se agravou após o anúncio do cancelamento. Ele afirma que passou a ser ofendido verbalmente pela cliente.
“Ela me xingou mesmo de tudo que ela quis. Disse que eu sou otário, que eu não presto para estar trabalhando”, relatou o entregador em áudios enviados para explicar o ocorrido.
Diante do impasse e do clima de tensão, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. O caso chama atenção para as situações de conflito enfrentadas por trabalhadores de aplicativo durante o exercício da profissão, especialmente em divergências relacionadas a pagamentos e entregas.

