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‘O prazo será o mais rápido possível’ diz Alexandre Padilha sobre tempo de avaliação da vacina da dengue do Butantan

Por Redação Juruá em Tempo.6 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que não há prazo definido para a retomada do uso da vacina contra a dengue do Butantan pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante teve o uso suspenso após a observação, em pacientes que receberam o antígeno pelo SUS, de efeitos adversos não relatados nos estudos.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, 42 pessoas apresentaram reações inesperadas e outras duas morreram na mesma época em que receberam as aplicações. Até esse momento, não houve confirmação de que a vacina esteja por trás dessas reações, por isso a investigação é necessária.

— Falamos diariamente com o Butantan e a Anvisa para ter o retorno o mais rápido possível da vacina — disse Padilha. — É preciso dar um tempo para que os especialistas possam dar a resposta.

Na mesma agenda, Padilha disse que a pasta mantém a compra de 18 milhões de doses, também contra a dengue, (para serem distribuídas ao longo de dois anos) com o laboratório Takeda. Não há, porém, mudança no cenário de compras desse imunizante. Diferente do Butantan, a vacina do laboratório japonês requer duas doses para a imunização completa. Com a vacina que teve desenvolvimento no Brasil, é necessária apenas uma.

Sobre o processo de avaliação da Butantan- DV, Padilha afirmou que o processo segue “regras regulatórias”.

— Parte da avaliação é feita pelo Butantan, que devolverá (o material da análise) para a Anvisa. Interagindo com o Butantan, o Ministério da Saúde compôs um painel de especialistas para pensar cenários. Dependendo do que for o resultado dessa investigação, ela pode sinalizar alguma coisa, como, por exemplo, restringir a vacina a um público ou uma região. Então esses especialistas estão analisando cenários possíveis. Enquanto Ministério da Saúde, falamos diariamente com o Butantan e com a Anvisa, para que a gente possa ter o mais rápido possível esse retorno — afirmou.

Padilha esteve em São Paulo para um evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham) focado no desenvolvimento da saúde nacional frente a inovações internacionais. Em sua fala de abertura, ele ressaltou a chegada de novos tratamentos de câncer ao SUS e da boa aceitação da vacina de bronquiolite entre as gestantes (que passaram a receber as doses em dezembro do ano passado).

— Já somos o maior programa mundial de vacinação para bronquiolite (com a vacina do VSR) — disse.

Entenda

No começo de junho, o Ministério da Saúde paralisou temporariamente a vacinação contra a dengue, de maneira preventiva, com o imunizante do Instituto Butantan. O motivo são 42 casos de reações adversas severas.

Efeitos adversos de um medicamento são reações indesejadas e não intencionais que ocorrem após o uso de um fármaco nas doses normalmente recomendadas para prevenção, diagnóstico ou tratamento de uma doença. Eles podem variar de leves a graves e nem sempre acontecem com todas as pessoas.

Por: O Globo.
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