Com o encerramento do prazo para o registro de candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os números oficiais revelam a dimensão e a força da base proporcional que dará sustentação à caminhada do senador Alan Rick (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado, ao lado de seu candidato a vice-governador, Ricardo Leite (Republicanos). Ao todo, a coligação reuniu 85 candidatos aos cargos proporcionais, sendo 19 postulantes a deputado federal e 66 a deputado estadual.
A articulação política garantiu uma chapa competitiva que mescla parlamentares experientes em busca de reeleição, figuras tradicionais da política acreana e conhecidos puxadores de voto que promovem forte apelo popular na capital e no interior do estado.
Disputa por Brasília
Na corrida por uma das oito cadeiras do Acre na Câmara dos Deputados, a coligação apresentou 22 candidaturas distribuídas por quatro siglas. A maior bancada proporcional vem do próprio Republicanos, que lançou nove candidatos e desponta como uma das chapas mais pesadas do pleito.
Entre os principais destaques e potenciais puxadores de voto do partido estão:
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Roberto Duarte: deputado federal que busca a reeleição com forte base eleitoral em Rio Branco e no meio jurídico;
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Mirla Miranda: jornalista, comunicadora e irmã do candidato ao governo Alan Rick, que ingressa na disputa com forte apelo de imagem atrelada à candidatura do irmão;
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Vanda Milani: ex-deputada federal que retorna à disputa proporcional trazendo na bagagem o capital político de mandatos anteriores e inserção em pautas do agronegócio e infraestrutura;
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Eber Machado: ex-deputado e atual vereador da capital, com histórico de votações expressivas na periferia de Rio Branco;
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Sheila Andrade: ex-secretária municipal de Saúde de Rio Branco, reconhecida pelo trabalho de gestão durante períodos críticos da saúde pública.
- Manoel Gerônimo: principal aposta política do grupo do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, que declarou apoio irrestrito ao nome de Gerônimo para a Câmara dos Federais
Completam a lista de candidatos a deputado federal o Partido Novo, com seis candidaturas, e o Avante, com quatro nomes. Já o PSD e o Democracia Cristã (DC) optaram por não construir chapa própria para o cargo de deputado federal dentro da aliança.
Corrida pela Aleac
Para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o grupo político formatou um exército de 66 candidatos divididos entre três partidos, garantindo forte capilaridade tanto na capital quanto nos municípios do Vale do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus.
O Partido Novo encabeça a maior chapa proporcional do grupo para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), somando 25 candidatos registrados. O principal destaque e apontado como puxador de votos da sigla é o deputado estadual Emerson Jarude, figura que tenta a reeleição sustentando expressiva penetração junto ao eleitorado jovem e urbano da capital.
Já o Republicanos, partido do candidato ao governo Alan Rick, formou uma chapa densa e amplamente competitiva com 21 postulantes. A lista reúne parlamentares testados nas urnas que buscam a reeleição, como os deputados estaduais Eduardo Ribeiro, Gene Diniz e Tadeu Hassem — este último com forte inserção na regional do Alto Acre —, além de nomes como o juiz aposentado Edinaldo Muniz, o médico Dr. Guido Vilhamor e o vereador de Rio Branco Zé Lopes.
Por sua vez, o PSD entra na disputa proporcional com 20 candidatos e um quadro de figuras tradicionais da política acreana, com potencial para capilarizar votações em diferentes regiões do estado. Entre os principais destaques da legenda estão o vereador da capital Jamyl Asfury, a ex-prefeita de Tarauacá Marilete Vitorino, que soma expressivo apelo no interior, e o ex-deputado estadual Moisés Diniz.
As siglas Democracia Cristã, Democrata e Avante integraram a coligação majoritária, mas não construíram chapas para a disputa estadual.



