Maikon Jorge Nascimento da Silva, de 18 anos, está a sete meses desaparecido. Ele saiu de casa, no Bairro das Placas, em Rio Branco, sem dizer para onde ia e até então a família não obteve mais nenhuma notícia do rapaz. Maikon está entre as 330 ocorrências de desaparecimentos registradas no Acre, em 2021.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado apresentou um aumento de 42% no número de desaparecidos no ano passado em comparação com 2020, que registrou 229 casos.
O comparativo entre os dois anos mostra que foram 101 ocorrência a mais, assim, o Acre é o quarto estado com maior variação entre as demais unidades federativas, ficando atrás apenas do Pará (146,6%); Rio Grande do Norte (120,8%); e Tocantins (67,2%).
“Tem sido difícil, porque a gente fica naquela expectativa, esperando-o voltar. Passam mil e uma coisas na cabeça da gente. Perguntas onde ele está? Como está se virando? porque ele não saiu de casa bem, estava tomando medicamento controlado e é mais uma preocupação para a gente. São noites acordadas, preocupada, aquela angústia e a gente não tem notícias dele”, conta a tia dele Suzy Moreno da Silva.
Esse crescimento também elevou a taxa que saiu de 25,6 por 100 mil habitantes em 2020, para 36,4, dessa forma, o estado aponta acima da média nacional que ficou em 30,7, segundo estudo.
“O tempo vai passando e a gente fica sem notícia, mas eu tenho esperança de que ele vai voltar.”
Os dados são passados pela Segurança Pública de cada estado. As pessoas localizadas no estado no último ano foram 25. De acordo com os números, em 2021 foram 65.225 desaparecimentos, um aumento de 3,2% em relação a 2020 quando 62.913 ocorrências foram registradas.
Os dados divulgados não correspondem fielmente ao total de pessoas realmente desaparecidas, isso porque uma única pessoa pode ter mais de um registro de desaparecimento, da mesma forma que em um boletim de ocorrência pode constar mais de um desaparecido.
Macicley Ferreira, de 23 anos, é um motorista de aplicativo que esteve no grupo dos desaparecidos, mas foi encontrado após dois dias em Rio Branco. A mãe dele, Marlene da Silva, informou que o filho foi deixado amarrado por criminosos em um ramal na região do bairro do Amapá.
