Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Zequinha e Mailza lideram ações de socorro às famílias na 3ª maior enchente de Cruzeiro do Sul
  • Em Cruzeiro do Sul, corpo é encontrado boiando em igarapé
  • Vídeo: Confusão entre mulheres é registrada durante o show da cantora Joelma em Cruzeiro do Sul
  • Em Cruzeiro do Sul, menino de 10 anos usa tampa de caixa d’água como canoa para ajudar no sustento da família
  • Acre terá fim de semana quente e abafado antes da chegada de onda de frio polar, diz Friale
  • No Acre, rede de supermercados antecipa debate nacional e testa escala 5×2: “decidimos não esperar”
  • Natanzinho Lima é atração confirmada na Expoacre Juruá 2026
  • Mulher é brutalmente agredida como forma de “disciplina” em distribuidora de Rio Branco
  • Facção sequestra e executa rival após manter mãe e filha reféns em Rio Branco
  • Fã de Porto Walter vence competição de dança com Joelma em Cruzeiro do Sul
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
sábado, maio 2
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Destaque

Licenciamento do ramal Barbary poderá ser refeito com consulta aos indígenas

Por Redação Juruá em Tempo.27 de março de 20254 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao município de Porto Walter (AC), ao estado do Acre, ao Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre) e ao Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) que refaçam integralmente os processos de consulta e licenciamento ambiental referentes à obra do “ramal do Barbary”, que visa interligar os municípios de Porto Walter e Rodrigues Alves. A recomendação foi expedida após decisão judicial favorável aos pedidos de uma ação civil pública proposta pelo MPF e pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que anulou os atos administrativos de licenciamento que autorizaram a intervenção no ramal, devido à ausência de consulta às populações indígenas, entre outros fatores.

A ação foi proposta na Justiça Federal e motivada por diversas irregularidades constatadas na execução da obra, principalmente a ausência de consulta livre, prévia e informada à comunidade da Terra Indígena (TI) Jaminawa do Igarapé Preto, diretamente afetada pelo empreendimento. Além disso, o licenciamento ambiental foi concedido pelo Imac, órgão estadual, quando deveria ter sido realizado Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), uma vez que parte do ramal adentrou a área da comunidade indígena.

Houve também dispensa indevida do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) pelo Imac, e a ausência de anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já que a obra afetou a zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra do Divisor.

Diante da intenção do estado do Acre de retomar o processo de licenciamento da obra e da necessidade de resguardar os direitos das comunidades indígenas e o meio ambiente, o MPF instaurou procedimento administrativo para acompanhar a situação. Em visita à Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto, o MPF constatou que a comunidade não se opõe à estrada, mas exige o respeito ao seu direito à realização de consulta livre, prévia e informada, conforme previsto na convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. Além disso, o povo indígena pede que sejam previstas medidas mitigatórias e compensatórias, e a possibilidade de alteração do traçado do ramal.

Diretrizes – A recomendação do MPF detalha as diretrizes que devem ser seguidas caso o estado do Acre e os municípios envolvidos queiram prosseguir com a obra. É enfatizada a necessidade de dois processos de consulta: um sobre a própria decisão de construir o ramal e outro referente à emissão das licenças ambientais pelo Imac. O MPF orienta que a consulta seja livre, prévia, informada e culturalmente adequada, desde as primeiras etapas de planejamento. É vedada qualquer forma de intimidação, ameaça, assédio ou cooptação, bem como a apresentação da obra como fato consumado.

O órgão ministerial também ressalta a importância da realização de uma pré-consulta, com a participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre), para definir a forma como a comunidade deseja ser consultada. Dessa etapa, deve resultar um plano de consulta com as regras para o processo, incluindo prazos adequados para debate interno da comunidade. Os custos da consulta devem ser integralmente arcados pelos entes responsáveis. Caso não haja acordo, o Poder Público deverá motivar sua decisão, justificando as razões para não acolher as considerações da comunidade.

No âmbito do licenciamento ambiental, o MPF recomenda que órgão ambiental responsável solicite à Funai a emissão do termo de referência para o Estudo do Componente Indígena (ECI), que se distingue da consulta livre, prévia e informada. O licenciamento deverá seguir o rito do EIA/RIMA, e caso o ramal afete unidade de conservação ou sua zona de amortecimento, como o Parque Nacional da Serra do Divisor, será necessária a autorização do ICMBio. O empreendedor também deverá apoiar a implementação e manutenção de unidade de conservação como forma de compensação ambiental. O MPF fixou prazo de 15 dias para que os destinatários informem se acatarão ou não a recomendação. O não acatamento poderá implicar a adoção de medidas judiciais cabíveis.

Por: Assessoria MPF.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.