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Artemis II: como foi o lançamento da missão que está levando humanos à Lua

Por Redação Juruá em Tempo.2 de abril de 20265 Minutos de Leitura
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Os quatro astronautas da missão Artemis II decolaram a bordo de um foguete da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos Estados Unidos, na noite desta quarta-feira, 1º. Há muito aguardada, a jornada ao redor da Lua, se bem-sucedida, será o primeiro sobrevoo lunar tripulado em 54 anos.

Com um estrondo ensurdecedor que reverberou além da plataforma de lançamento, o foguete laranja e branco levou três americanos e um canadense para longe do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, por volta das 18h35 no horário local (19h35 de Brasíia).

Equipes da Nasa e espectadores ficaram eufóricos ao verem a espaçonave subir. “Temos um lindo nascer da Lua. Estamos indo direto em direção a ela”, disse Reid Wiseman, o astronauta que comanda a missão.

A equipe inclui ainda os americanos Victor Glover e Christina Koch, juntamente ao canadense Jeremy Hansen. É a primeira vez que os EUA levam um astronauta negro e uma mulher à órbita lunar.

A tripulação deve permanecer em missão por cerca de 10 dias. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou “nossos bravos astronautas”.

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Problemas de largada

Os astronautas estão agora em órbita ao redor da Terra, onde permanecerão enquanto realizam várias verificações para garantir a confiabilidade e a segurança de uma espaçonave que nunca transportou seres humanos antes.

Eles concluíram com sucesso as demonstrações de “operações de proximidade”, que testaram como a cápsula Orion pode se mover em relação a outra espaçonave e incluíram diversas manobras que simulam o que seria necessário para acoplar com um módulo de pouso lunar.

Pouco depois do lançamento da missão, a comunicação entre os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion e o centro de controle na Terra foi temporariamente perdida.

A tripulação conseguia ouvir as vozes do centro de controle, mas a equipe no centro de controle não conseguia ouvir os astronautas, disse o administrador da Nasa, Jared Isaacman, numa coletiva de imprensa.

“As comunicações com a tripulação foram restabelecidas. Estamos trabalhando ativamente para resolver o problema e manteremos vocês informados”, afirmou Isaacman.

Além disso, logo de início foi identificada uma série de ajustes a serem feitos, incluindo “um problema no controlador do banheiro quando ele foi acionado”, disse Amit Kshatriya, administrador associado da Nasa. Segundo a agência, o funcionamento normal já foi restaurado.

Longos preparativos

Astronautas Jeremy Hansen, Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman / Reprodução / Nasa

Durante a madrugada anterior, a equipe de lançamento da Nasa carregou mais de 700 mil galões de combustível no novo foguete lunar Space Launch System (SLS), de 32 andares, preparando o terreno para a decolagem à noite.

A expectativa é que o SLS navegue em alta velocidade ao redor do satélite natural da Terra sem pousar, uma missão semelhante à realizada pela Apollo 8 em 1968. Sem orbitar a Lua, sem parar para uma caminhada lunar – apenas uma rápida viagem de ida e volta.

O foguete foi projetado para permitir que os Estados Unidos retornem repetidamente à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações.

Se a missão ocorrer conforme o previsto, os astronautas baterão um recorde ao se aventurarem mais longe da Terra do que qualquer ser humano antes.

A missão estava inicialmente prevista para decolar em fevereiro, mas os repetidos contratempos, como um vazamento de hidrogênio líquido durante um teste, obrigaram a agência espacial a adiar a missão para realizar reparos.

Devido à importância da missão, os quatro astronautas ficaram em quarentena antes de entrarem na cápsula. No entanto, na noite de segunda-feira, eles tiveram a oportunidade de jantar com suas famílias em uma casa de praia na Flórida.

Smartphones para fotos inéditas

A tripulação terá a oportunidade de contemplar regiões nunca vistas do lado oculto da Lua. Os astronautas estudaram minuciosamente mapas e imagens de satélite e preparam uma enxurrada de fotos. A mentora deles é a geóloga da Nasa Kelsey Young, que acompanhará a aproximação a partir do Controle de Missão em Houston.

“A Lua é algo que une as pessoas”, disse ela. “O que estamos fazendo com essa missão vai trazer isso um pouco mais perto de todos ao redor do mundo.”

Além de câmeras profissionais, os astronautas levam smartphones de última geração. Isaacman incluiu os celulares na missão para a captura de imagens “inspiradoras”.

Enquanto a Nasa e empresas privadas se concentraram ao longo dos anos em alcançar o lado visível da Lua, que está constantemente voltado para a Terra, apenas a China colocou módulos de pouso no lado oculto. Isso torna as observações dos astronautas sobre o lado oculto da Lua ainda mais valiosas para a agência espacial americana.

A última viagem da humanidade à órbita lunar aconteceu em 1972, quando a Apollo 17 cumpriu uma missão tripulada à superfície da Lua. Somente a Artemis 3, prevista para depois de 2027, deverá enviar astronautas à superfície lunar novamente.

(AP, EFE, AFP, dpa, ots)

Por: Isto É.
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