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Críticas a Trump crescem após embate com papa Leão 14

Por Redação Juruá em Tempo.18 de abril de 202611 Minutos de Leitura
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confrontou publicamente o Papa Leão XIV após o pontífice criticar suas decisões sobre o Irã e a Venezuela. O embate, marcado pela publicação de uma controversa imagem de inteligência artificial na qual Trump se assemelhava a Jesus Cristo, gerou uma onda de críticas e foi rapidamente removida. As atitudes do mandatário levantam questões sobre o impacto de suas ações na política externa e doméstica.

O que aconteceu

  • As polêmicas declarações de Donald Trump geraram um confronto direto com o Papa Leão XIV, que criticou suas decisões internacionais.
  • O presidente dos EUA utilizou uma imagem de inteligência artificial em que se assemelhava a Jesus Cristo, o que provocou uma avalanche de críticas e foi apagada.
  • Negociações cruciais com o Irã, mediadas pelo Paquistão, fracassaram em meio às controversas atitudes de Trump, intensificando a instabilidade geopolítica.

Quando se pensa que o presidente dos Estados Unidos, a maior potência militar do mundo, escolhe como inimigo um papa e resolve brigar recorrendo a imagens de autoexaltação, parece que nada de sério pode surgir desse embate. Mas o fato é preocupante e chama a atenção de adversários políticos e mesmo de aliados. É o que ocorre com Donald Trump, que decidiu confrontar Leão XIV, que criticou suas decisões no Irã e na Venezuela, com uma estratégia, no mínimo, controversa. Depois de chamar o sumo pontífice de “fraco”, o mandatário achou por bem publicar uma ilustração em que ele, Trump, se assemelha a Jesus Cristo. Foram tantas as críticas que, no dia seguinte, a postagem foi apagada.

Tudo isso ocorreu no dia em que o vice-presidente J.D. Vance e outros representantes do governo estavam em Islamabad, no Paquistão, em negociações com enviados do Irã para tentarem encontrar uma solução para o conflito no Oriente Médio, deflagrado no dia 28 de fevereiro. Após 21h de reuniões, o saldo foi zero. Autoridades americanas afirmaram na madrugada do domingo, 12, que as tratativas fracassaram devido à recusa do Irã em se comprometer a abandonar seu programa nuclear.

Em contrapartida, um porta-voz do governo iraniano culpou os Estados Unidos pelo rompimento das negociações, sem especificar os pontos de discórdia. Nenhuma das partes indicou o que acontecerá após o término do cessar-fogo de 14 dias, previsto para 22 de abril. Mediadores paquistaneses instaram todos a manter a trégua.

Por que Trump confronta o Papa Leão XIV?

No final da noite daquele domingo, ele foi à rede Truth Social, plataforma da qual é dono, e decidiu soltar o verbo contra o líder da Igreja Católica, que reúne 1,4 bilhão de pessoas no mundo (no governo, Vance é católico).

Escreveu: “Não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o que fui eleito, de maneira avassaladora. Ou seja, reduzir a criminalidade a níveis historicamente baixos e criar o maior mercado de ações da história”. E prosseguiu: “O papa Leão XIV é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa (…) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”.

O que veio a seguir foi a imagem construída por Inteligência Artificial (IA), que viralizou e gerou uma avalanche de comentários negativos. Nela, Trump aparece com um manto vermelho sobre uma túnica branca. Um facho de luz surge na mão esquerda. A direita repousa de forma iluminada sobre um homem, aparentemente enfermo. À volta de Trump – circundado por um halo – estão um soldado, uma enfermeira, uma mulher em oração, um homem com um boné do MAGA (“Make America Great Again”). Há ainda uma bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, águias, aviões de combate e mais soldados, porém no céu, como se fossem anjos.

Alguém teria dúvida sobre com quem ele buscava se assemelhar? Perguntado sobre a imagem e a referência a Jesus Cristo, ele tentou convencer que sua intenção era outra. “Não era uma representação disso. Publiquei e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, que nós apoiamos — e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação”, respondeu. Para entender melhor o embate público entre Donald Trump e o Papa Leão XIV, é crucial analisar o contexto de suas declarações.

Repercussões e o fantasma da blasfêmia

A ex-congressista republicana Marjorie Taylor Greene, antes aliada de Trump e hoje crítica do presidente, ficou enfurecida, dizendo que a imagem “é mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. No Congresso, o deputado Jim McGovern (Democratas) foi às redes sociais para condenar a figura criada pela IA. Já Gavin Newsom, governador da Califórnia e um dos opositores de Trump, respondeu assim: “Agora delete sua presidência”.

Uma aliada que reagiu energicamente ao posicionamento do mandatário em relação ao pontífice foi a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, uma liderança da extrema-direita. “Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre. O papa é o líder da Igreja Católica, e é correto e natural que ele peça paz e condene todas as formas de guerra”.

Foi o bastante para mexer com os brios do líder norte-americano. Na terça-feira, 14, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “chocado” com a primeira-ministra. Em conversa telefônica com o jornal italiano Corriere della Sera, Trump rebateu, classificando a posição da premiê como “inaceitável” e argumentando que ela não se preocupa com a possibilidade de o Irã desenvolver uma arma nuclear, que, em suas palavras, poderia “explodir a Itália em dois minutos”.

Irritado, foi além: “Pensei que ela tivesse coragem, mas me enganei”. Trump revelou ainda que não mantém contato com Giorgia Meloni “há muito tempo”. A distância se deu, segundo ele, porque a premiê italiana não estaria disposta a apoiar os Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), nem a colaborar com seu governo no que disse ser a eliminação das armas nucleares. “Ela é muito diferente do que eu pensava”, emendou.

As declarações marcam uma drástica mudança na percepção de Trump sobre a primeira-ministra. Há cerca de um mês, em outra entrevista para o mesmo jornal, ele havia elogiado a premiê, descrevendo-a como amiga e “uma grande líder que sempre tenta ajudar”.

As confusões e estremecimentos causados pela briga com o papa e pela associação com Cristo ocorreram menos de uma semana depois de uma barbárie proferida por Trump. No dia 7, ele escreveu na Truth Social que “uma civilização inteira” morreria naquela noite, “para nunca mais ser ressuscitada”. Referia-se ao Irã, para pressionar o país a cumprir um prazo dado pelos Estados Unidos para que reabrissem o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do combustível transportado por mar no mundo. Era uma admissão de genocídio, que causou espanto em especialistas em direito internacional e em representantes do Congresso dos Estados Unidos. No dia seguinte, Washington e Teerã anunciaram ter fechado o acordo de cessar-fogo de duas semanas, que está valendo no momento.

O comportamento errático de Trump é sinal de senilidade?

O comportamento errático do presidente levantou questionamentos sobre o equilíbrio psicológico de Trump e mesmo sobre sinais de senilidade. O assunto não é novidade nos corredores da política, algo que pode resvalar sobre etarismo. O ex-presidente Joe Biden deixou a Casa Branca aos 82 anos. Quando assumiu o poder, estava com 78 anos, sendo o presidente mais velho a iniciar seu governo na história do país.

Na pré-campanha eleitoral, a idade de Biden foi explorada por Trump, que completará 80 anos em junho, para questionar a aptidão do adversário para um novo mandato, associando o fato de o democrata ser octogenário à possível falta de energia, à fraqueza e ao declínio cognitivo. Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, diz que Biden, de fato, caiu pelo argumento da idade. Mas ele lembra que também sobre Trump, naquele período, os adversários faziam cortes com falas e atitudes que indicavam que a idade parecia pesar sobre o republicano. Para Biden, porém, pesou mais essa impressão.

“Esse assunto está voltando a surgir porque têm aparecido coisas mais escatológicas, como anunciar que vai eliminar uma civilização. Isso é anunciar que vai cometer um crime internacional. Vai cometer um genocídio. É pesadíssimo. Quem comete genocídio, faz de tudo para esconder isso. Obviamente, episódios assim ajudam a corroborar os argumentos de que ele está chegando no limite da razão”, analisou Paz.

Entre os adversários que questionam há tempos a aptidão psicológica do mandatário há um esforço para que se invoque a 25ª emenda. Incorporada à Constituição em 1967, ela foi concebida para garantir a continuidade do poder caso o presidente ou o vice se tornem incapazes de exercer suas funções. A maioria do gabinete (conjunto dos principais secretários do Executivo) pode invocar um dispositivo da emenda para declarar o presidente inapto e transferir os poderes ao vice. O presidente pode contestar a decisão, mas o gabinete pode reafirmá-la. Em última instância, o Congresso tem a palavra final: com maioria de dois terços na Câmara e no Senado, pode tornar a destituição permanente.

De acordo com o jornal The New York Times, a aptidão psicológica do presidente não é mais apenas um tema dos partidos de esquerda, de comediantes com shows noturnos ou de profissionais de saúde mental. Agora, essa preocupação se estende a generais aposentados, diplomatas, autoridades estrangeiras e, surpreendentemente, ecoa também no campo da direita, entre antigos aliados de Trump.

O The Daily Beast reportou que o deputado Jaime Raskin (Democratas), que integra o Comitê Judiciário da Câmara, enviou uma carta ao médico da Casa Branca, Sean Barbabella, pedindo que ele realize um teste cognitivo do mandatário e divulgue os resultados até 24 de abril. Raskin justificou a medida, afirmando que “nos últimos dias, o país assistiu às declarações públicas e explosões do presidente Trump se tornarem cada vez mais incoerentes, voláteis, profanas, perturbadas e ameaçadoras”. O parlamentar solicitou ainda que Barbabella se disponibilize para prestar depoimento sob juramento aos membros do comitê. Como os Democratas estão em minoria, a carta não tem efeito prático imediato. No entanto, é um indicativo de uma disputa que o governo pode enfrentar caso os seus adversários políticos retomem a maioria na Câmara nas eleições de novembro, as chamadas midterm.

Na carta, Raskin mencionou que, para Marjorie Taylor Greene, Trump “enlouqueceu”. A resposta da Casa Branca foi contundente. O porta-voz Davis Ingle declarou que “a lucidez de Trump, sua energia incomparável e sua acessibilidade histórica contrastam fortemente com o que vimos nos últimos quatro anos, quando Democratas como Raskin encobriram deliberadamente o sério declínio mental e físico de Joe Biden”. É uma guerra que, como se vê, continua. E, efetivamente, está no radar de quem vai disputar as eleições de novembro. Um presidente fora do seu melhor equilíbrio poderia diminuir as chances dos representantes de seu partido? A resposta é um sonoro sim.

É possível frear Trump? “Às vezes, os aliados republicanos conseguem travar alguma política ou ação. Mas, quanto à verborragia, é difícil. Boa parte das mensagens mais absurdas dele são publicadas de noite, bem tarde. Ele está lá, sozinho, com os pensamentos dele, e começa a digitar um monte de coisa”, observa Leonardo Paz.

Os projetos monumentais de Trump

Enquanto essas discussões estão ganhando espaço entre os adversários políticos de Trump e os conflitos internacionais não se resolvem, o presidente investe em um monumento nababesco. Anunciado na sexta-feira, 10, o projeto prevê a construção de um arco monumental de cerca de 76 metros em Washington, descrito nos documentos oficiais como “Triumphal Arch”, em referência direta ao Arco do Triunfo francês. Mas ele será maior que o original.

O arco é peça central das comemorações dos 250 anos da independência, que se comemoram no próximo 4 de julho. Os desenhos submetidos à Comissão de Belas Artes indicam uma estrutura com esculturas douradas, incluindo águias, leões e uma figura inspirada na Estátua da Liberdade, além de inscrições como “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos”, a ser instalada entre o Lincoln Memorial e o Cemitério de Arlington.

A proposta integra um conjunto mais amplo de intervenções na capital que inclui a remodelação do próprio complexo da Casa Branca. Desde outubro de 2025, está em curso a construção de um salão de baile de grande porte na Ala Leste — após a demolição de parte da estrutura original —, com capacidade ampliada para eventos oficiais e previsão de incorporar infraestrutura subterrânea. As obras, alvo de disputas e questionamentos sobre precedentes e impacto institucional, reforçam uma agenda de transformação arquitetônica com forte carga simbólica em Washington.

Por: Isto É.
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