Um levantamento divulgado pelo projeto Brasil Em Mapas, com base nas Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que as mulheres acreanas têm, em média, o primeiro filho aos 22 anos de idade.
O dado coloca o Acre abaixo da média nacional, que atualmente é de 26 anos. A Região Norte também aparece entre as mais jovens do país, com média regional de 22,6 anos.
Segundo o estudo, as mulheres brasileiras estão adiando cada vez mais a maternidade. Em 2010, a média nacional da idade da mãe no nascimento do primeiro filho era de 22 anos. Em 2020, subiu para 25 anos e, em 2024, chegou aos 26 anos.
Os menores índices do país foram registrados nos estados do Amapá e Pará, ambos com média de 21 anos no nascimento do primeiro filho. Já os maiores índices foram observados nos estados da Região Sul, além de Minas Gerais, Paraíba e Distrito Federal, onde a média chega a 29 anos.
O levantamento aponta ainda mudanças significativas em diferentes regiões do país. Em Goiás, por exemplo, a idade média aumentou sete anos entre 2017 e 2024, passando de 21 para 28 anos.
No Rio de Janeiro, considerado um dos estados com população mais envelhecida, a média subiu de 23 anos em 2021 para 27 anos em 2024. Enquanto isso, em São Paulo houve redução de um ano na média, passando de 27 para 26 anos.
O estudo também destaca que a tendência de maternidade tardia acompanha uma redução contínua no número de filhos por mulher em todo o país. Especialistas apontam fatores como maior participação feminina no mercado de trabalho, ampliação do acesso ao ensino superior, planejamento familiar e mudanças no perfil socioeconômico da população.
A projeção apresentada pelo levantamento indica que o Brasil poderá alcançar média entre 28 e 29 anos para o nascimento do primeiro filho até 2030, aproximando-se dos índices observados em países europeus.
Atualmente, a média mundial é de 28 anos. Na Europa, chega a 30 anos, enquanto nos Estados Unidos é de 27 anos e na China, 28 anos.


