O Boletim Técnico (Informativo Mensal/Abril 2026), elaborado pelo Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre mostra que as saídas de gado do Acre continuam concentradas em poucos produtores. Em abril, dos 37.679 bovinos que saíram do Acre, 19.222 foram “para o mesmo proprietário”. Isso equivale a 51% do total. Os outros 49% (18.457 cabeças) foram para proprietários diferentes.
O primeiro quadrimestre de 2026 registrou saída total de 129.184 cabeças: um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total foi de 105.440 animais. “Abril somou 580 saídas a mais que o mês anterior”, contabiliza o boletim. Mês a mês, os números do boletim da Faeac demonstram que a pecuária do Acre vai superando os números do ano anterior.
Exportações

Um exemplo desse desempenho é o que acontece com as exportações de carne bovina. “No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações de carne bovina do Acre somaram 2.331,68 toneladas e US$ 12,1 milhões, superando o desempenho registrado no mesmo período de 2025, que totalizou 1.765,16 toneladas e US$ 7,69 milhões. O resultado representa crescimento tanto no volume de carne exportada para outros países quanto na receita gerada pelo setor”, detalha o boletim da federação.
Abates

O desempenho das exportações ocorreu, apesar da redução no número de abates. No mês de março, foram abatidas no Acre 62.099 cabeças. Em abril, houve redução para 56.115 cabeças. Foram quase 6 mil cabeças a menos abatidas nos frigoríficos acreanos, de acordo com os dados fornecidos pelo Idaf e organizados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Acre. Em termos percentuais, isso representa uma redução de 9% no abate em abril comparado a março.
Uma projeção, com os dados fornecidos pela Faeac, estabelece o seguinte cenário: tendo o mês de abril como referência, caso o aumento de 23% de saída mensal de bovinos persista, em um período de 12 meses, mais de 356,5 mil animais sairão do Acre.
Mesmo com redução no número de abates em abril, comparado a março, a indústria conseguiu ser resiliente. No geral, comparando o primeiro quadrimestre do 2026 ao mesmo período de 2025, houve crescimento de 10% no volume de abate. “Foram abatidas 230.215 cabeças, representando um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total foi de 209.970 cabeças. No mês de abril houve uma redução de 5.984 cabeças abatidas em relação ao mês anterior, que somou 62.099 cabeças”, comparou a Faeac.

