Mais de 56 escolas da rede municipal de Rio Branco tiveram as aulas paralisadas nesta quinta-feira, 21, após o início da greve dos servidores da educação municipal.
A paralisação começou na quarta-feira, 20, depois de uma mobilização realizada por professores em frente à prefeitura da capital acreana.
A informação foi confirmada ao portal A GAZETA pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento. Segundo ela, o movimento foi motivado pela falta de avanço nas negociações salariais com a gestão municipal.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores acumulam perdas salariais superiores a 26%.
Rosana afirmou que a categoria chegou a reduzir a proposta de reajuste para 10%, com possibilidade de pagamento em até duas parcelas, mas, segundo ela, ainda não houve retorno considerado satisfatório por parte da prefeitura.
“A proposta que eles mandaram chega a ser indecente, imoral, as perdas salariais já estão acima de 26% e nós estamos sendo muito generosos, reduzimos para 10%, para ser pago em até duas parcelas, e mesmo assim, a gestão não aceita e não faz nada”, declarou.
A presidente do Sinteac também lamentou os impactos da paralisação nas atividades escolares.
“Tudo que nós queremos é estar em sala de aula, porque nós também perdemos com isso, os alunos, temos que repor tudo isso depois para fechar o ano letivo, mas precisamos reivindicar nossos direitos”, afirmou.
O que diz a prefeitura
Na última segunda-feira, 18, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a prefeitura mantém diálogo aberto com os sindicatos, mas declarou que a gestão chegou ao limite orçamentário para concessão de reajustes. “O diálogo sempre está aberto, nós estamos sempre de portas abertas. A negociação, a mesa de negociação é uma mesa constante”, afirmou.
Segundo o prefeito, a proposta apresentada pela prefeitura prevê reajuste acima da inflação nacional. “É bom ressaltar que o que nós estamos apresentando em relação ao RGA, nós estamos superior inclusive a grandes capitais como São Paulo. O nosso índice inflacionário no Brasil é 4,14%. Nós estamos dando 5% de RGA”, declarou.
Bestene também afirmou que a gestão pretende manter responsabilidade fiscal e respeitar os limites previstos na legislação. “Lógico que a gente não vai fazer loucura, a gente vai trabalhar com a responsabilidade fiscal, com o limite prudencial que a gente tem”, disse.
O prefeito acrescentou ainda que algumas categorias já começaram a aceitar a proposta apresentada pela prefeitura e destacou o reajuste aplicado à equipe de apoio da Secretaria Municipal de Educação. “O nosso mínimo, que era de R$ 1.400, e agora estamos levando ao salário mínimo em R$ 1.621”, afirmou.

