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Perpétua e Edvaldo entregam 1ª indústria de beneficiamento de café de Porto Acre a produtores do projeto Tocantins

Por Redação Juruá em Tempo.30 de maio de 20263 Minutos de Leitura
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Uma nova realidade econômica começa a ser desenhada para os produtores de café do Baixo Acre. Neste sábado, 30 de maio, a pré-candidata e ex-deputada federal, Perpétua Almeida, entregou oficialmente uma mini-indústria de beneficiamento de café, no Ramal Boa União, no Projeto Tocantins, em Porto Acre.

A iniciativa, fruto de emendas parlamentares, no valor de R$ 400 mil no total, destinadas pela ex-deputada Perpétua Almeida e pelo deputado estadual, Edvaldo Magalhães, em parceria com a Associação de Moradores e Produtores Rurais do Ramal Boa União, projeto Tocantins (Aprotac), promete impulsionar a economia e a agricultura familiar local. Foram R$ 300 mil alocados por Perpétua e R$ 100 mil por Edvaldo Magalhães.

A instalação, que conta com secador e descascador, resolve um gargalo histórico e beneficia diretamente cerca de 40 famílias de produtores da região. Até a última safra, essas famílias precisavam transportar o fruto in natura até o município de Acrelândia para realizar os processos de secagem e beneficiamento. Além de encarecer a produção devido aos altos custos de frete, essa dinâmica fazia com que o valor agregado e parte significativa do lucro saíssem de Porto Acre. A partir de agora, o ciclo será concluído na cidade.

“É uma alegria entregar essa estrutura, que vai transformar a vida dos produtores de Porto Acre. O café é uma grande força de desenvolvimento da nossa região, e garantir o beneficiamento no município é assegurar que o suor de cada uma dessas 40 famílias se transforme em dinheiro no bolso e comida na mesa”, disse Perpétua.

O impacto positivo é celebrado pela Aprotac. A redução nos custos operacionais e a agilidade no processamento são vistas como ferramentas essenciais para o aumento da renda das famílias que vivem da cafeicultura. Segundo o presidente da Associação, Abílio Caetano, o município já ultrapassa a marca de 1 milhão de pés de café plantados.

“O custo de levar o café até Acrelândia para secagem engolia o nosso lucro. Agora, com essa mini-indústria, o que era gasto no transporte vai ficar com o produtor. O café está transformando a renda das famílias do projeto Tocantins e fazendo com que elas permaneçam no campo. É uma cultura que deu certo”, comemorou Abílio.

Com o novo espaço de beneficiamento local, Porto Acre passa a se consolidar como um polo competitivo de produção de café no estado, com maior rentabilidade para quem vive da cultura cafeeira.

O deputado estadual Edvaldo Magalhães destacou a importância dos investimentos. “Esse é um sonho que começou lá atrás quando o Abílio nos procurou e falou dessa necessidade dos produtores e da vontade deles de plantarem café. De pronto, a Perpétua abraçou a causa e eu também. Hoje, dá um orgulho danado ver as pessoas melhorando de vida, ver uma ação dos nossos mandatos saindo do papel e servindo a comunidade”, disse.

Mais valor agregado ao produto

A produtora rural Natália Santos, que reside no Ramal Seringueira, Projeto Tocantins, disse que a mini-indústria vai agregar valor ao café produzido na região, reduzindo custos.

“Agora vai ficar bem melhor para nós, porque antes a gente tinha aquele trabalho de estender uma lona no terreiro, colocar o café, separar. Quando tinha tempo de chuva, a gente tinha que correr, recolher de novo, fechar. E com esse secador e essa descascadeira, vai ficar bem melhor. A gente passava um monte de dia para secar, agora em dois dias você seca, descasca. Sem contar também que a gente gastava para levar o café para fora para beneficiar. Se a gente quisesse armazenar, não podia. Agora temos a oportunidade de vender quando a gente quiser”, disse Santos.

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