O dia 13 de maio mudou para sempre a vida do casal Rania Maria Pereira dos Santos e Rodrigo Santos da Silva. Grávida de apenas 30 semanas, Rania deu entrada na maternidade de Cruzeiro do Sul no dia anterior para tratar uma infecção, mas descobriu que já estava em trabalho de parto avançado. Diante do cenário de alto risco, os médicos alertaram que a filha do casal corria sério risco de não sobreviver devido à idade gestacional.
Contrariando as expectativas médicas mais pessimistas, a pequena Alicia nasceu no dia 13 sem a necessidade de intubação, necessitando apenas de oxigênio complementar antes de ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Era o início de uma jornada de 1 mês e 4 dias de muita apreensão e fé. Com apenas 970 gramas, Alicia era considerada uma prematura extrema. A equipe médica alertou os pais sobre possíveis sequelas graves, como má-formação e dependência de aparelhos para respirar. No entanto, a fragilidade da bebê transformou-se em combustível para a mãe.
“Quando eu entrava ali e via a Alicia tão pequena, tão cheia de vida, lutando pra viver, me dava uma força extraordinária”, relata Rania, que visitava a filha a cada três horas para alimentá-la e rezar. Devota, a mãe apegou-se à fé e fez uma promessa: se a filha saísse da UTI saudável e sem nenhuma sequela, deixaria o hospital vestida como Nossa Senhora Aparecida.
À medida que os dias passavam, Alicia começou a surpreender a equipe do hospital. Uma bateria de exames, incluindo raios-X e ultrassons, confirmou que o desenvolvimento da bebê estava completamente normal, sem qualquer tipo de alteração ou sequela.
Com isso, após 34 dias de internação intensiva, a promessa foi cumprida. Alicia recebeu alta, vestindo a roupa prometida pela mãe. Para os pais, a data do nascimento — 13 de maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima — e a recuperação rápida da filha são testemunhos de um milagre.
Saindo da UTI, Alicia foi transferida para a modalidade mamãe canguru — que consiste em manter o recém-nascido, especialmente os prematuros ou de baixo peso, em contato pele a pele na posição vertical, junto ao peito dos pais — até que atinja 1,8 kg, para que receba alta definitiva.
“Fico feliz que, através da nossa vida, muitas pessoas conseguiram ver o quanto confiar em Deus é a melhor opção”, finaliza Rania, que agora espera a ida para casa.

