Manter os produtos básicos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica consumiu mais de R$ 2,5 mil por mês das famílias acreanas em maio. É o que mostra o mais recente levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), que estima em R$ 2.522,29 o gasto mensal necessário para uma família composta por dois adultos e três crianças adquirir os itens considerados essenciais.
O valor corresponde a aproximadamente 1,56 salário mínimo e reflete o aumento registrado nas cestas básicas pesquisadas na capital acreana durante o mês de maio.
Segundo o estudo, o custo total das cestas alimentar, de limpeza doméstica e de higiene pessoal alcançou R$ 720,65, alta de 1,69% em comparação com abril, quando o conjunto de produtos custava R$ 708,67.
A maior pressão veio da alimentação. Sozinha, a cesta alimentar atingiu R$ 608,91 e registrou aumento de 2,12% no período.
Tomate lidera alta dos alimentos
Entre os produtos pesquisados, o tomate foi o item que apresentou a maior variação de preço em maio, com alta de 10,30%. Também registraram aumentos o arroz (5,92%), o leite (2,82%) e o feijão (2,43%).
Dos 14 produtos que compõem a cesta alimentar, nove ficaram mais caros no período analisado.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a reduzir parte da pressão sobre o orçamento das famílias. A farinha de mandioca apresentou queda de 4,37%, enquanto o café recuou 2,83% e a manteiga teve redução de 1,82%.
Quase metade do salário vai para despesas básicas
O levantamento mostra ainda que os gastos com alimentação, higiene e limpeza continuam comprometendo uma parcela significativa da renda dos trabalhadores.
As três cestas básicas representam cerca de 44,5% do salário mínimo bruto vigente de R$ 1.621. Considerando o salário líquido, após os descontos previdenciários, o comprometimento sobe para 48,1%.
Na prática, isso significa que quase metade da remuneração mensal de um trabalhador é destinada apenas à compra dos produtos básicos de consumo.
Alta acumulada supera 9%
Os dados da Seplan também mostram que o custo das três cestas básicas acumula alta de 9,1% nos últimos seis meses em Rio Branco.
Segundo o relatório, fatores como redução da oferta de produtos, condições climáticas adversas e aumento dos custos de produção influenciaram a elevação dos preços de alimentos como tomate, leite e feijão.
No caso do tomate, a menor oferta provocada pelo clima e pela incidência de pragas contribuiu para a forte alta registrada nos supermercados e feiras da capital.

