O número de mulheres vítimas de violência psicológica no contexto doméstico e familiar aumentou 50% no Acre em maio de 2026. Dados parciais da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) apontam 30 ocorrências no mês, contra 20 registradas em abril.
Com o resultado, o estado acumulou 134 casos nos cinco primeiros meses do ano. Segundo o levantamento, o indicador vinha apresentando relativa estabilidade entre janeiro e abril, variando de 27 ocorrências em janeiro e março para 20 em fevereiro e abril, antes do aumento registrado em maio.
A maior parte dos casos ocorreu no interior do estado. Das 30 ocorrências registradas em maio, 29 foram em municípios do interior e apenas uma em Rio Branco.
Na divisão por regionais da Polícia Civil, Cruzeiro do Sul concentrou 20 registros, sendo o principal ponto de notificações no período. Tarauacá contabilizou 6 casos, enquanto Brasiléia registrou 3. Na capital, a única ocorrência foi registrada na área de atuação da 5ª Regional.
Os demais municípios do Acre não registraram casos no período analisado.
O levantamento também detalha o perfil das vítimas. Em relação à identificação étnico-racial, 17 mulheres se autodeclararam pardas, o equivalente a 56,7% das ocorrências. As demais vítimas se distribuíram entre brancas (13,3%), pretas (6,7%) e indígenas (3,3%), além de registros com informação ausente ou não identificada.
A faixa etária com maior número de casos foi a de 30 a 34 anos, com 7 vítimas. As demais ocorrências se distribuíram entre diferentes idades, incluindo registros de crianças e mulheres com mais de 60 anos.
Quanto à dinâmica das notificações, os registros se concentraram principalmente às sextas-feiras (7 casos), domingos (6) e quintas-feiras (5). Em relação ao horário, a maior parte ocorreu pela manhã (12 casos) e à tarde (11), seguida pelo período da noite (6) e madrugada (1).

