Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Hospital Santa Juliana cobra dívida de R$ 20 milhões do Estado e alerta para colapso financeiro
  • Casos de violência psicológica contra mulheres crescem 50% no Acre em maio
  • Senac Acre lança campanha de conciliação de débitos com até 100% de desconto em juros e multas; veja como acessar
  • Acre abre inscrições para Prova Nacional Docente 2026 e usará resultado em seleção de professores temporários
  • Messi chega ao 17º gol em Copas e assume liderança histórica de artilharia
  • 85% dos brasileiros devem participar das comemorações juninas
  • Servidor público que amputou o próprio pé para tentar receber R$ 1,5 milhão teve membro encontrado dentro da mochila
  • Melhoramos no acesso, mas estamos longe de garantir permanência
  • Calor extremo leva Europa a mais de 40ºC, deixa 3 mortos na França
  • WhatsApp terá novo chefe após Meta investir em startup indiana e recrutar seu fundador
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
segunda-feira, junho 22
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»COTIDIANO

Servidor público que amputou o próprio pé para tentar receber R$ 1,5 milhão teve membro encontrado dentro da mochila

Por Redação Juruá em Tempo.22 de junho de 20263 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

O pé amputado de um servidor público baiano foi encontrado dentro da própria mochila dele, a cerca de 350 metros do local onde foi socorrido, um dos principais elementos que levaram a Justiça a concluir que ele simulou um crime para tentar receber R$ 1,5 milhão em indenizações de seguradoras. O caso ocorreu em 2019 e, após o trânsito em julgado do processo, o condenado começou a cumprir pena em maio deste ano.

Vanderley dos Santos Gomes, que atuava em Amélia Rodrigues, no Recôncavo baiano, afirmou à Polícia Civil que havia sido vítima de um assalto seguido de sequestro. Segundo seu relato, ele foi abordado por homens armados ao deixar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cruz das Almas, colocado à força em um carro, agredido e levado para uma estrada de terra, onde teria tido o pé amputado pelos criminosos.

A versão, porém, começou a ruir durante a investigação. A perícia encontrou a mochila do servidor nas proximidades de onde ele foi localizado. Dentro dela estavam todos os objetos que ele alegava terem sido roubados, incluindo celular, relógio e outros pertences, além do próprio pé amputado. Para investigadores e magistrados, o achado contradizia diretamente a narrativa apresentada por Vanderley.

Contradições levaram à condenação

Ao analisar o caso, a Justiça apontou outras inconsistências consideradas decisivas. Os magistrados classificaram como “ilógica” a hipótese de sequestradores amputarem o membro da vítima sem exigir resgate ou demonstrarem qualquer outra motivação. Também pesou contra o servidor o fato de ele não conseguir explicar detalhes essenciais do suposto ataque, como o instrumento utilizado na amputação, sem saber dizer se teria sido uma foice, um facão ou uma serra.

Outro ponto destacado foi a contratação simultânea de quatro seguros de vida apenas seis semanas antes da perda do pé. Para os juízes, a sequência dos acontecimentos indicava planejamento financeiro prévio com o objetivo de obter as indenizações.

Perícias médicas também concluíram que a amputação não era compatível com a dinâmica descrita pelo servidor. Segundo Adriano Scattini, da Advocacia Zacarelli, escritório que representou as seguradoras envolvidas, os exames apontaram que o procedimento não poderia ter sido realizado por meio de golpes violentos durante um assalto.

— Quem ajudou ele tinha conhecimento de técnicas cirúrgicas, o que invalidou a versão de violência e do assalto — afirmou o advogado.

Scattini classificou o episódio como um dos mais emblemáticos do setor de seguros. Segundo ele, as empresas conseguiram identificar a fraude por meio do compartilhamento de informações entre companhias do mercado. — Casos como esses são detectados porque as empresas operam de maneira integrada, que é o melhor meio de combater a epidemia de fraudes contra os seguros — disse.

Condenado por estelionato em primeira e segunda instâncias, Vanderley recebeu pena de dois anos de reclusão, posteriormente convertida em 720 horas de prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 7.590. A defesa tentou levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Justiça da Bahia entendeu que todas as questões levantadas já haviam sido analisadas ao longo do processo. Sem possibilidade de novos recursos, a condenação tornou-se definitiva.

Por: O Globo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.