Nesta edição conto como o sucesso da interferência norte-americana nas recentes eleições do Peru e Colômbia anima a Casa Branca a bancar a candidatura de Flávio Bolsonaro, apesar dos alertas sobre os riscos de um efeito rebote que termine ajudando a reeleição de Lula. O fracasso da tentativa de reaproximação de Lula com Trump no encontro do G7, na França, na semana passada, é sinal de que a famosa “química” entre os dois acabou.
O Datafolha mostrou que Flávio Bolsonaro conseguiu estancar a crise Vorcaro, mas é uma dinâmica frágil. Como informou meu amigo Lauro Jardim, Flávio Bolsonaro teve outros encontros com Vorcaro, um deles a sós na casa do banqueiro no primeiro semestre do ano passado.
Por ironia, o futuro da campanha de Bolsonaro depende cada vez mais de Tarcísio de Freitas, justamente o sujeito que ele passou a perna para não ser candidato. Com a saída de dois candidatos nanicos na disputa ao governo de São Paulo, Tarcísio aumentou seu favoritismo e, por consequência, a dependência de Flávio Bolsonaro.
Trago ainda detalhes exclusivos do pacote do governo para quem ainda não está com dívidas em atraso. Enquanto aguarda Jaques Wagner pedir para sair da liderança do governo no Senado, o presidente Lula prepara um programa para cortar os juros de quatro milhões de eleitores com empréstimos bancários. Boa leitura!
Nesta edição:
- A volta da política do porrete
- O fator Tarcísio
- A sangria estancou. Por enquanto
- O fim das ilusões
- Atrás dos votos dos não endividados
- A Jaques o que é de Jaques
- A fila anda
- Língua de aluguel
- Crítica: ‘Argentina para Brasileiros’
- Fique atento
A volta da política do porrete
O fracasso da tentativa de reaproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Donald Trump no encontro do G7, na França, na semana passada, é um sinal de que a “química” entre os dois acabou e que agora vai ser guerra. Os EUA estão empenhados em ajudar Flávio Bolsonaro, mesmo com os vários alertas de que uma postura agressiva norte-americana pode causar um efeito rebote a favor de Lula. O sucesso das intervenções a favor de candidatos direitistas Nasry Asfura, em Honduras, Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia, incentivam o secretário de Estado, Marco Rubio, a tentar mais uma vez.
É a volta da política externa de Theodore Roosevelt, que governou os EUA entre 1901 e 1909, de “fale suave e carregue um grande porrete” — com a diferença de que, com o Brasil, não tem a parte suave. A postura norte-americana começou com a decretação do CV e PCC como organizações terroristas, seguiu com o novo tarifaço que atinge 20% de todas as exportações brasileiras e segue com a parolagem de que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus generais são vítimas de perseguição judicial.
Há dois elementos para entender a postura de Marco Rubio sobre o Brasil. A primeira é econômica. Como observou o diretor da Eurasia Chris Garman, em entrevista a Brian Winter para o podcast da revista “Americas Quarterly”, a compra pela empresa americana US Rare Earth da mineradora Serra Verde, em Minaçu, no norte de Goiás, a única produtora em escala comercial de terras raras fora da Ásia, deu aos EUA a certeza de que eles não precisam mais se sentar com Lula para negociar um tratado amplo sobre exploração de minerais críticos. A dependência dos EUA da importação de terras raras da China foi um dos motivos que assessores econômicos americanos usaram para convencer Trump a recuar do primeiro tarifaço no ano passado.
Por coincidência, uma das últimas pendências ao negócio foi superada dias antes de Lula ir à França tentar e não conseguir falar com Trump, quando a Advocacia-Geral da União recusou a ação do partido Rede contra a venda da empresa para estrangeiros.
A segunda motivação de Rubio é política. Desgastado pelo saldo amargo do conflito com o Irã, a América Latina é o alvo natural para os EUA virarem a página. Começa com Cuba, a obsessão de Marco Rubio, e se estende às eleições do Brasil. Rubio conhece o Brasil pelos olhos de Eduardo Bolsonaro, o que explica a miopia das suas decisões.
É possível que os EUA retomem a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, além da decretação do tarifaço e outras medidas para prejudicar as empresas exportadoras do Brasil. A mensagem é óbvia: o Brasil sofrerá sanções se reeleger Lula e alívio se escolher Flávio Bolsonaro. Essa chantagem funcionou nas eleições legislativas da Argentina e nas disputas presidenciais de Honduras e Colômbia.
Diplomatas do Departamento de Estado com quem conversei consideram “possível” uma operação da CIA e do Exército dos EUA contra traficantes do PCC e CV na fronteira amazônica nas semanas anteriores à eleição. Consideram que uma ação reforçaria a versão da oposição de que o governo Lula pega leve com as facções criminosas.
Os diplomatas norte-americanos minimizam a possibilidade de que essa interferência possa prejudicar, em vez de ajudar, Flávio Bolsonaro. Trump não é um bom cabo-eleitoral no Brasil.
A recente pesquisa Genial/Quaest mostrou que, se Trump declarasse apoio a Flávio Bolsonaro, 34% dos eleitores se sentiriam incentivados a votar em Lula. Entre os eleitores independentes, os que na prática vão decidir a eleição, o apoio de Trump faria com que o voto em Lula subisse de 19% para 24% e o voto em Bolsonaro caísse de 16% para 14%. Entre os independentes, há um racha sobre a intervenção norte-americana: 44% não se dizem preocupados e 42% se dizem preocupados. No público geral, segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros têm opinião negativa sobre Donald Trump, ante 22% de visão positiva. O risco de um efeito rebote, como ocorreu no primeiro tarifaço, ainda será calculado.
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O fator Tarcísio
Com as desistências das candidaturas a governador de São Paulo de Kim Kataguiri, do Missão, e Paulo Serra, do PSDB, crescem as chances de a disputa acabar no primeiro turno. Só sobraram dois candidatos viáveis, o governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro Fernando Haddad, com o primeiro como favorito. É uma ironia da história que a eleição presidencial possa ser decidida justamente por Tarcísio de Freitas, que queria tanto ser candidato.
Com 22% dos eleitores do Brasil, o Estado de São Paulo é a chave deste pleito. O PT perdeu no estado em sete das oito eleições, mas é o tamanho da derrota que define o resultado nacional. Em 2018, Jair Bolsonaro fez 68% dos votos no segundo turno. Em 2022, apenas 55%. Foi a redução dessa diferença que, entre outros motivos, permitiu a Lula voltar ao poder.
Por mais que Tarcísio de Freitas poste fotos sorridentes ao lado de Flávio Bolsonaro, é evidente que há muito a ser feito para consertar as relações entre os dois. Mesmo refugado por Jair Bolsonaro, Tarcísio só não foi candidato porque Flávio escondeu as doações milionárias do banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, reveladas apenas depois do fim do prazo de desincompatibilização.
A possibilidade de a eleição para governador de São Paulo ser resolvida no primeiro turno tem potencial direto na disputa presidencial. A história recente mostra que um governador eleito no primeiro turno amplia a vantagem de seu candidato a presidente. Em 2022, Romeu Zema foi reeleito no primeiro turno em Minas Gerais e se jogou na campanha de Jair Bolsonaro. Resultado: Bolsonaro, que havia feito apenas 43,6% no primeiro turno, avançou para 49,8%. No Rio de Janeiro, a vitória do bolsonarista Claudio Castro no primeiro turno também ajudou Bolsonaro, que foi de 51,09% no primeiro turno para 56,53% no segundo. Em 2014, as vitórias no primeiro turno de Fernando Pimentel, em Minas, e Geraldo Alckmin, em São Paulo, impulsionaram os resultados de Dilma Rousseff e Aécio Neves, respectivamente.
A questão política, portanto, não é saber se Flávio Bolsonaro vai vencer Lula em São Paulo. Muito provavelmente vai. A questão é quanto Tarcísio vai se empenhar para que a vitória seja tão grande que garanta a vitória nacional de Flávio e, na prática, tire o próprio governador das eleições presidenciais de 2030. Em termos puramente práticos, a derrota dos Bolsonaros é melhor para o futuro de Tarcísio e outros governadores de direita do que a continuidade da dinastia.
Flávio Bolsonaro tentou um gesto anunciando um projeto para acabar com a reeleição de presidente, mas fez zero esforço para que a proposta avançasse no Congresso. Politicamente, o projeto vale menos que um precatório do Banco Master.
A sangria estancou. Por enquanto
Sem ainda dar uma versão convincente ao seu relacionamento com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro estancou a sangria. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado (20) mostrou o primogênito dos Bolsonaro no mesmo patamar de quando o escândalo Vorcaro foi revelado, perdendo para o presidente Lula por 41% a 31% no primeiro turno e mantendo o empate na margem de erro no segundo, por 47% a 43%. Mais importante para Bolsonaro: ninguém se destaca em terceiro lugar, com Ronaldo Caiado e Renan Santos com míseros 3%.
Flávio Bolsonaro tenta recomeçar a campanha atirando para todos os lados. Em dez dias, ele defendeu propostas que vão de mais presídios à continuidade de políticas sociais do governo Lula. Confira:
- Aumentar para dois anos o tempo para que trabalhadores com emprego sigam recebendo o Bolsa Família;
- A isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil;
- Construir cinco megapresídios e abrir 500 mil vagas para novos presos;
- Baixar a maioridade penal para 14 anos;
- Decretar que PCC e CV são organizações terroristas;
- Fazer o monitoramento com tornozeleira eletrônica de homens que são alvo de medidas protetivas por agressões e ameaças a mulheres, tema que o bolsonarismo sempre ignorou;
- Realizar castração química de estupradores;
- Não fazer nova reforma da Previdência;
- Adiar a reforma tributária que demorou 30 anos para ser aprovada;
- Não tirar da Constituição os pisos mínimos de gastos com saúde e educação;
- Manter o aumento real de salário mínimo;
- Tirar da Petrobras o direito adquirido na exploração de reservas de petróleo;
- Privatizar os Correios.
O Datafolha mostra que a tática de falar de tudo ao mesmo tempo agora está funcionando, mas há um limite e ele se chama Daniel Vorcaro. No domingo (21), o colunista Lauro Jardim, de O GLOBO, informou que Flávio Bolsonaro teve outros encontros com Vorcaro, um deles a sós na casa do banqueiro no primeiro semestre do ano passado, quando até as capivaras soltas do Zoológico de Brasília sabiam do esquema de corrupção do Master. Enquanto não contar tudo sobre sua relação com Vorcaro, a campanha de Bolsonaro seguirá de um susto a outro.
O fim das ilusões
A declaração de Flávio Bolsonaro de que, se eleito, não pretende mudar a vinculação do salário mínimo à inflação, fazer uma reforma da Previdência e acabar com os pisos constitucionais da saúde e da educação deu um nó na Faria Lima. O centro financeiro do Brasil embarcou com entusiasmo na candidatura de Bolsonaro com a certeza de que teria um governo de corte de gastos. As ilusões acabaram.
Na entrevista ao SBT News, na sexta-feira (19), além de descartar as reformas, o candidato defendeu a ampliação do tempo de permanência de trabalhadores com emprego no Bolsa Família e a isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil. A sua defesa de um ajuste fiscal baseado em corte do número de ministérios, venda de imóveis federais e privatizações — todas medidas tentadas e com resultados pífios no governo de Jair Bolsonaro — é reveladora da sua despreocupação com o tema. Candidato desde dezembro, Flávio Bolsonaro não conseguiu até agora um economista de primeira linha para bancar seu programa.
Atrás dos votos dos não endividados
Programa de maior sucesso do Lula 3, o refinanciamento de dívidas do programa Desenrola 2.0 ganha uma nova fase no fim do mês, agora para quem está com as contas em dia. O programa vai reduzir os juros dos empréstimos pessoais para que esses clientes não atrasem suas parcelas.
Os detalhes:
- O projeto vai beneficiar clientes que ganham até R$ 8.105 (cinco salários mínimos) com dívidas bancárias de até R$ 15 mil. Dívidas com o crédito rotativo do cartão de crédito não devem ser incluídas;
- A renegociação da dívida será feita diretamente entre o cliente e o banco. Os juros máximos para as dívidas serão de 2,99% ao mês. Hoje a média é 7%.
- O governo espera beneficiar até quatro milhões de pessoas;
- A garantia de pagamento para os bancos será do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o mesmo que garante o Desenrola para devedores.
- Já aderiram ao projeto o Banco do Brasil, CEF e Nubank. Os gigantes do varejo Bradesco e Itaú não se convenceram.
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A Jaques o que é de Jaques
A operação da Polícia Federal que expôs os vínculos de Jaques Wagner com o Banco Master é desastrosa para sua tentativa de se reeleger senador pela Bahia. Os seus efeitos sobre a campanha à reeleição do presidente Lula, contudo, tendem a ser limitados.
Jaques Wagner se junta a Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e Hugo Motta no time dos políticos envolvidos com o Master. É o primeiro petista arrolado no escândalo, o que permite à oposição dizer que “o Master é de todo mundo”, mas só um lado tem um candidato a presidente chamando Daniel Vorcaro de “irmão”.
O caso pode cair no colo de Lula se o presidente mantiver Wagner como seu líder do governo no Senado. Sem diálogo com o presidente Davi Alcolumbre e incapaz de fazer avançar a proposta do fim do 6×1 no Senado, Wagner virou um peso para a campanha da reeleição.
A fila anda
Depois de Ciro Nogueira, Claudio Castro, Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner, Davi Alcolumbre tem razões concretas para acreditar que sua vez vai chegar.
Língua de aluguel
A preços de hoje, Romeu Zema perde a convenção do Novo e não conseguirá aprovar a sua candidatura a presidente. A dependência do apoio do PL dos candidatos do Novo a senador no Rio Grande do Sul, Marcel Van Hattem, e do Paraná, Deltan Dallagnol, deve transformar o partido em sublegenda de Flávio Bolsonaro.
Crítica: ‘Argentina para Brasileiros’
No conhecido tango ‘Cuesta Abajo’, Alfredo Le Pera e Carlos Gardel cantam a “vergonha de haver sido e a dor de não mais ser”, um verso que define a Argentina dos últimos cem anos. Ao contrário do Brasil e de seu sonho de ser “o país do futuro”, a Argentina é a nação que remói a perda de um passado glorioso. Essa tragédia é contada com paixão e números pelo mais brasileiro dos argentinos e o mais argentino dos brasileiros, o economista Fabio Giambiagi, colunista de O GLOBO, em seu novo livro “Argentina para Brasileiros” (editora Alfabooks, 360 páginas, livro: R$89,90; e-book: R$ 62,90).
Com cinismo e agudeza, Giambiagi reconta a história argentina com uma novela, em que líderes populistas se sucedem a militares nacionalistas, promessas milagrosas enganam muita gente por pouco tempo, planos fabulosos geram meses de carnaval e anos de quartas-feiras de cinzas, confiscos, desfalques, roubos e desespero. Ao longo do livro, os personagens mudam, o roteiro ganha ares de realismo mágico com o peronismo mítico, mas o final é sempre um fracasso retumbante. Na Argentina, ironiza Giambiagi, ao contrário do que escreveu Karl Marx, a história “se repete não duas, mas muitas e muitas vezes”.
O fio condutor dessa tragédia em slow motion, constata Giambiagi com pesar, é o espírito de vingança entre peronistas e antiperonistas que impede a formação de consensos mínimos e gera uma instabilidade recorrente. Entre 2002 e 2023, a Argentina teve dez presidentes, 20 ministros da Fazenda e 15 presidentes do Banco Central. No mesmo período, o Brasil teve seis presidentes, oito ministros e cinco BCs.
Ao final de “Argentina para Brasileiros”, Javier Milei é a conclusão quase natural de uma sociedade cansada de fracassos à direita e à esquerda. Milei é a resposta desesperada da população a um establishment político incapaz de produzir nada além de conflito. Vale para a Argentina. Vale para o Brasil.
Fique atento
- Com as festas de São João e o jogo Brasil x Escócia, o Congresso não terá nada de importante para votar.
- A Polícia Federal, no entanto, segue trabalhando. O ministro do STF André Mendonça determinou a quebra do sigilo dos dados do celular de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, responsável pela milícia de Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal tenta avançar nas investigações sobre o ataque hacker que usou contas vinculadas à Defesa Civil do Pará para disparar alertas de nível extremo a milhões de brasileiros na madrugada de sábado.
- O Planalto enviará sugestões para que Jaques Wagner peça para sair da liderança do governo no Senado sem que o presidente Lula tenha que conversar diretamente com o amigo de 40 anos.
- Depois de duas delações frustradas, Daniel Vorcaro tenta ao menos ficar na cela da PF e não voltar para o presídio da Papudinha ou da Papuda.
- Na terça-feira (23), sai a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Depois do comunicado mais mal escrito em anos, Gabriel Galípolo tenta recuperar a credibilidade com o mercado, arranhada com a decisão de manter aberta a possibilidade de um novo corte de juros em agosto.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, viaja para a China para discutir emissão de panda bonds, títulos públicos para o mercado chinês negociados em yuans.
- Se o Brasil vencer a Escócia na quarta-feira (24), o presidente Lula ouvirá uma resposta grosseira dos jogadores a sua piada sobre o home office de Neymar.
- Na quarta-feira, o Superior Tribunal Militar julga recurso da defesa de Jair Bolsonaro para considerar o ministro Joseli Camelo suspeito de participar do julgamento que pode tirar a patente militar — e, consequentemente, a aposentadoria — do ex-presidente.
- O ministro do STF Alexandre de Moraes decide até quinta-feira (25) se prorroga a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Deve obrigar o ex-presidente a devolver todas as armas da casa.
- O Ministério da Fazenda estuda permitir que o trabalhador use o saldo do FGTS como garantia para cobrir até 100% do valor nominal da dívida de empréstimo consignado para quem tem contratos CLT. Hoje o limite é de 50% do valor nominal da dívida.

